“Tá fudido que nem candidato será”: Vazamento expõe grupo secreto de aliados para sabotar Furlan
Em conversas chulas em WhatsApp, Lucélia Quaresma e presidente da Câmara articulam ataques e planejam barrar reeleição do prefeito de Macapá; leia as mensagens.
Um grupo de WhatsApp intitulado “Proteção Lucélia Quaresma” tornou-se o epicentro de uma trama política que tem como objetivo explícito sabotar a candidatura do prefeito de Macapá, Dr. Furlan. Prints das conversas, obtidos com exclusividade, revelam um ambiente de ataques coordenados, linguajar chulo e uma articulação que envolve até o presidente da Câmara Municipal, Pedro DaLua, em esquema para derrubar o chefe do Executivo.

As mensagens são explícitas. A suplente Lucélia Quaresma inicia os ataques contra o jornalista Jean Bambam, do portal Bambam News, “Esse Bambam é um filho da P. Já começaram a mexer na minha vida”. Em outro trecho, ela dispara: “Eu dormi prefeito e acordei bandido, puta merda” – uma referência direta à Operação da Polícia Federal que investiga o Hospital Municipal.

Mas a mensagem mais grave parte de Eden Quaresma Quaresma, outro integrante do grupo, que escreve: “Tá fudido que nem candidato será”. A declaração não deixa dúvidas: há um movimento em curso para inviabilizar a reeleição de Furlan. A presença do presidente da Câmara, Pedro DaLua, no grupo levanta suspeitas de que a articulação conta com apoio no alto escalão do Legislativo municipal, potencializando uma crise institucional sem precedentes.

O caso joga luz sobre os bastidores de uma guerra política que se intensificou após o episódio envolvendo a equipe do jornalista Heverson Castro no Hospital Municipal. Analistas ouvidos pela reportagem avaliam que o vazamento comprova o que até então era tratado como rumor: uma ofensiva organizada para “caçar” o mandato do prefeito.

Além do conteúdo conspiratório, chama a atenção o tom agressivo e pouco republicano de Lucélia Quaresma, que deveria zelar pela postura institucional de seu cargo. O linguajar vulgar e as ameaças explícitas ampliam a percepção de que a crise em Macapá caminha para um confronto aberto e sem limites entre Executivo e Legislativo, com a população como refém.

