Lar Amapá Bomba no caso Master/Amprev: COAF revela R$ 32 bilhões e governo Clécio não explica caminho do dinheiro

Bomba no caso Master/Amprev: COAF revela R$ 32 bilhões e governo Clécio não explica caminho do dinheiro

Sem transparência sobre origem e destino dos recursos, PF segue rastreando operações sob suspeita de lavagem no governo do estado do Amapá

por admin
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Caso Master/Amprev ganha novos capítulos e amplia pressão sobre gestão no Amapá

O caso envolvendo investimentos da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master ganhou novos desdobramentos em abril de 2026 e passou a reunir elementos que ampliam a pressão política e institucional sobre o episódio — considerado um dos mais sensíveis da gestão pública recente no estado.

Mensagens levantam suspeitas de articulação

Novas evidências obtidas a partir da análise de aparelhos celulares de ex-integrantes do Banco Master, entre eles o empresário Daniel Vorcaro, indicam a existência de diálogos que sugerem uma possível articulação política e financeira para captar recursos de fundos públicos e instituições estatais.

De acordo com as informações reveladas, o objetivo seria reforçar a liquidez do banco em um momento crítico anterior ao processo de liquidação, levantando questionamentos sobre eventual uso de estruturas públicas para sustentação da instituição privada.

COAF aponta movimentações fora do padrão

Outro ponto que chamou a atenção dos órgãos de controle envolve relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que teriam identificado movimentações de aproximadamente R$ 32 bilhões pela Amprev entre 2025 e 2026.

O volume é considerado atípico quando comparado à capacidade financeira da autarquia previdenciária, o que levanta suspeitas sobre possíveis irregularidades, como uso da estrutura para ocultação patrimonial ou operações incompatíveis com sua finalidade institucional.

Aporte no BRB entra no radar

As investigações também passaram a incluir um novo elemento: um investimento de cerca de R$ 250 milhões no Banco de Brasília (BRB) realizado pela Amprev em fevereiro de 2025.

O aporte ocorreu pouco antes de o banco público manifestar interesse na aquisição do Banco Master, o que, segundo analistas, pode indicar uma possível conexão entre as movimentações financeiras e uma estratégia de sustentação indireta da instituição investigada.

Situação dos envolvidos

O então presidente da Amprev, Jocildo Lemos, foi exonerado em fevereiro de 2026 e segue no centro das apurações. A linha investigativa atual busca esclarecer se houve pressão política ou indução para a realização dos aportes que somam cerca de R$ 400 milhões no Banco Master.

A autarquia passou a ser comandada por Nair Mota Dias, servidora efetiva, com a missão de reorganizar a gestão e reforçar mecanismos de controle e transparência.

Governo afirma recuperação parcial

O governador Clécio Luís declarou que o Estado já conseguiu recuperar aproximadamente R$ 63 milhões dos valores investidos.

Segundo o governo, também foram adotadas medidas judiciais para bloquear repasses ligados a operações de crédito consignado que poderiam ter como destino o banco em processo de liquidação, como forma de proteger o patrimônio previdenciário.

Investigações seguem em curso

O caso segue sob análise de órgãos de controle e pode ter desdobramentos nas esferas administrativa, cível e criminal. Especialistas apontam que, diante do volume financeiro e da complexidade das operações, o processo deve se estender e ainda pode revelar novas conexões entre agentes públicos e privados.

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