Lar Amapá Novo HE atrasa, custo dispara: Clécio paga mais de R$ 2,2 milhões em reajustes enquanto obra segue incompleta

Novo HE atrasa, custo dispara: Clécio paga mais de R$ 2,2 milhões em reajustes enquanto obra segue incompleta

Com prazo prorrogado em 250 dias, Novo Hospital de Emergência vira símbolo de atraso, aumento de custo e falta de planejamento

por admin
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Hospital atrasa, custo explode e Clécio Luís libera milhões: a conta chega para a população

Reajuste superior a R$ 2,2 milhões é pago enquanto obra segue longe da entrega

A construção do Novo Hospital de Emergência Estadual, em Macapá, se transformou em um retrato preocupante da gestão pública: obra atrasada, prazo estendido e custo maior para a população pagar.

Documentos oficiais obtidos pela reportagem revelam que, mesmo com o descumprimento do cronograma, o Governo do Estado autorizou pagamentos que ultrapassam R$ 2,2 milhões em reajustes contratuais.

Só em dois repasses recentes, foram pagos:

  • R$ 1.166.547,30 em 31 de março de 2026
  • R$ 1.077.733,87 em 1º de abril de 2026

Os valores, destinados ao Consórcio Amapá, estão vinculados ao contrato de construção do hospital e fazem referência a reajustes de medições da obra.


Prazo estourado e contrato esticado

O problema se agrava ao analisar o histórico contratual. Um termo aditivo publicado no Diário Oficial confirma que:

  • O prazo de execução da obra foi prorrogado em 250 dias
  • A nova previsão passou para julho de 2026

Ou seja: o hospital, que deveria estar atendendo a população, continua sem entrega, mesmo após ampliação do prazo.


Reajuste legal, mas questionável no contexto

O reajuste contratual é previsto na legislação para recompor perdas inflacionárias. No entanto, especialistas em gestão pública apontam um ponto crítico:

Reajuste não pode ser confundido com prêmio por atraso.

A situação levanta dois cenários possíveis:

  • Se o atraso for da empresa: o pagamento pode configurar benefício indevido
  • Se o atraso for do governo: evidencia falha de planejamento e gestão

Em qualquer hipótese, o impacto recai diretamente sobre o contribuinte.


Conta mais cara, serviço inexistente

Enquanto milhões são liberados, a realidade segue dura:

  • O hospital ainda não foi entregue
  • A população continua enfrentando dificuldades no sistema de saúde
  • E o custo da obra segue aumentando

Na prática, o que se vê é um paradoxo:
mais dinheiro sendo pago
menos resultado entregue


Transparência sob pressão

Os documentos confirmam que os pagamentos foram autorizados oficialmente e vinculados ao contrato nº 006/2024, com base em pareceres jurídicos e medições da obra.

Mas a pergunta que permanece é direta:

Por que uma obra atrasada continua gerando pagamentos milionários?

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