Denúncia levanta suspeitas sobre uso de equipamentos antigos no Hospital da Criança e do Adolescente do Amapá
Relatos encaminhados ao Bambam News por profissionais da área da saúde e cidadãos atentos levantam suspeitas graves sobre a qualidade e a origem de equipamentos instalados no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, unidade de referência para atendimento infantil no Amapá.
Segundo as informações recebidas, estariam sendo utilizados no hospital um tomógrafo e um arco cirúrgico cuja data de fabricação seria do ano de 2015, portanto com mais de 10 anos de uso. Ainda de acordo com os relatos, os equipamentos seriam da marca Philips, porém o modelo específico não é mais fabricado pela empresa, o que levanta dúvidas quanto à sua vida útil, manutenção e adequação às normas atuais.
Imagens que circulam nas redes sociais inclusive em um vídeo publicado no Instagram — chamam atenção pelo estado visivelmente envelhecido do equipamento, com sinais como amarelamento da carcaça, característica comum em aparelhos que permanecem longos períodos armazenados ou em uso contínuo sem renovação tecnológica.
Um dos relatos encaminhados à reportagem aponta que o equipamento pode ter permanecido por anos em depósito da CESA, antes de ser alocado ao hospital. A mesma fonte levanta, ainda, a suspeita de que o aparelho possa ter pertencido anteriormente a uma clínica privada, o que, se confirmado, exigiria rigorosa verificação documental sobre origem, compra, doação ou reaproveitamento.
Especialistas ouvidos de forma informal destacam que, em muitos casos, equipamentos médico-hospitalares com mais de 10 anos entram em fase de desuso, especialmente quando não atendem mais às exigências técnicas, de segurança e atualização tecnológica previstas por normas sanitárias e regulatórias. Caso um equipamento nessas condições seja alocado ao setor público sem respaldo legal, o fato pode configurar irregularidade administrativa e, dependendo das circunstâncias, até infração de natureza federal.
Diante da gravidade das informações, cresce a expectativa de que órgãos como a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o Conselho Estadual de Saúde, a Vigilância Sanitária, o Ministério Público e demais órgãos de controle esclareçam oficialmente:
a origem dos equipamentos;
o processo de aquisição ou incorporação;
os laudos técnicos de funcionamento;
e se os aparelhos atendem às normas legais e sanitárias vigentes.
Até o momento, não há posicionamento oficial do Governo do Amapá sobre as denúncias. O espaço segue aberto para esclarecimentos por parte dos responsáveis.
O Bambam News continuará acompanhando o caso, reforçando que transparência na saúde pública não é favor — é obrigação, especialmente quando envolve o atendimento de crianças e adolescentes.
