O cenário político em Macapá ganhou novos contornos de tensão e, nos bastidores, o nome de Pedro Dacool surge cada vez mais associado ao isolamento e à perda de força dentro do próprio grupo político.
Segundo relatos de bastidores, Dacool já não conta com o respaldo de figuras centrais como o senador Davi Alcolumbre e o governador Clécio Luís. A falta de interlocução com lideranças de peso teria deixado o presidente da Câmara sem margem de manobra, empurrando-o para uma estratégia considerada arriscada: a tentativa de cassação do vice-prefeito Mário Neto como forma de reposicionamento político.
A leitura entre aliados e adversários é direta: sem apoio externo sólido, DaLua estaria apostando tudo em uma reconfiguração interna de poder. O problema é que essa movimentação não vem encontrando terreno fértil.
Dentro da própria Câmara, o clima é de cautela para não dizer temor. Vereadores evitam conversas mais próximas e medem palavras, diante do receio de que qualquer diálogo possa ser gravado e utilizado politicamente. A desconfiança virou regra.
A equação é simples e preocupante: se não houver adesão suficiente à estratégia de enfrentamento contra Mário Neto, o efeito pode ser inverso. Em vez de ganhar força, Dacool corre o risco de acelerar o próprio desgaste e, segundo fontes, até perder o controle da presidência da Casa.
Nos corredores, o que se ouve é que a política local entrou em modo de sobrevivência e, nesse jogo, alianças frágeis e decisões precipitadas costumam cobrar um preço alto.
Enquanto isso, a pergunta que ecoa entre parlamentares é inevitável: até onde vai essa disputa e quem, de fato, vai cair primeiro?
