COBROU O QUE ERA DEVIDO E FOI PUNIDO?
O clima esquentou nos bastidores culturais do Amapá nesta semana. O DJ Netinho Popular um dos nomes mais queridos e respeitados da cena musical amapaense não faz mais parte da família Matrix, uma das maiores aparelhagens do estado. A decisão surpreendeu fãs e levantou suspeitas de interferência política.
A situação começou quando Netinho e Boca de Fogos, profissional de shows pirotécnicos, foram à Rádio Forte FM 99.9 no Programa Fala Comunidade cobrar publicamente o pagamento por serviços prestados no Festival do Pirarucu, em Cutias do Araguari, e no Festival do Abacaxi, em Porto Grande.
Ambos os eventos são promovidos por municípios do Amapá e tiveram a contratação dos artistas realizada pela empresa Baluarte Eventos.

Segundo informações apuradas, a Baluarte ainda não recebeu os recursos do Governo do Estado, o que deixou dezenas de profissionais entre DJs, técnicos e produtores sem pagamento pelos trabalhos já executados.
Netinho, falando em nome de todos, cobrou transparência e responsabilidade. Horas depois, para surpresa geral, o Grupo Matrix divulgou nota anunciando que o DJ não fazia mais parte da aparelhagem.
Fontes ligadas à equipe afirmam que a direção do Matrix foi pressionada pelo Governo do Amapá a retirar o DJ, em uma clara reação à cobrança pública feita na rádio.
A repercussão foi imediata: manifestações de apoio invadiram as redes sociais, com fãs, artistas e trabalhadores defendendo Netinho e criticando o que classificam como “perseguição” e “retaliação” por parte do governo.

Para o público, o recado ficou claro: no Amapá, cobrar um direito vira motivo de punição.
Enquanto isso, artistas seguem sem receber pelos serviços já prestados e o governo, novamente, é acusado de não suportar críticas e atrasar pagamentos.
