Uma planilha interna que circulou nos bastidores da política amapaense entre os dias 3 e 5 de novembro de 2025 traz um retrato curioso e nada desprezível sobre a temperatura eleitoral para a Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP). O levantamento, feito bairro por bairro de Macapá, aponta quem realmente está na boca do povo e quem simplesmente desapareceu do radar popular.
Embora não seja um estudo registrado, a metodologia utilizada coleta espontânea por bairro revela com clareza o que a população lembra, comenta e reconhece.
Liderança fragmentada e disputa acirrada
O que a pesquisa mostra é um cenário extremamente pulverizado, onde ninguém dispara com grande vantagem, mas alguns nomes se destacam no conjunto de bairros.
Os três primeiros colocados, empatados com 8 citações cada, foram:
DEPUTADO R.NELSON
VEREADOR JOÃO MENDONÇA
VEREADOR ALEXANDRE AZEVEDO
A trinca demonstra força em regiões diferentes da capital, mostrando capilaridade e certa consolidação de nome.
Logo atrás aparece um bloco competitivo com:
VEREADORA LUANA SERRÃO – 7 citações
VEREADOR BRUNO IGREJA – 6 citações
SECRETARIO DIEGO SANTOS – 6 citações
SECRETARIA ÉRICA AYMORÉ – 6 citações
Esse segundo pelotão evidencia nomes que já dominam nichos específicos e cresceram sua presença pública nos últimos meses.
Força por Bairros: quem domina onde?
A pesquisa também revela algo essencial: cada nome tem seu território.
DEPUTADO R.NELSON e VEREADOR JOÃO MENDONÇA têm lembrança forte no Buritizal, Santa Rita e Perpétuo Socorro.
VEREADOR ALEXANDRE AZEVEDO domina o Congós e aparece bem no Jesus de Nazaré.
SECRETARIO DIEGO SANTOS se concentra no Novo Horizonte e Trem, evidenciando força na Zona Norte E Sul.
VEREADOR BRUNO IGREJA é lembrado no Buritizal, Congós e Macapaba — regiões populosas que pesam muito na urna.
VEREADORA LUANA SERRÃO e SECRETARIA ERICA AYMORE crescem em Santa Rita, Pacoval e Beirol.
É um mapa eleitoral que mostra voto espalhado, mas também voto localizado, algo decisivo para quem quer garantir uma das 24 cadeiras da ALAP.
Nomes tradicionais x novatos: disputa aberta
A pesquisa também surpreende ao mostrar que velhos conhecidos da política amapaense dividem espaço com novas lideranças:
ROBERTO GÓES (4) e ALINE SERRÃO (4) aparecem bem, apesar de baixo investimento em mídia.
Pastor Oliveira, Luciana Gurgel e Jory mantêm lembrança regular.
Fabricio Furlan, soma apenas 3 citações, mostrando que a disputa estadual exige outra estrutura.
Figuras como Rayfran, Telma Nery também pontuam sinal claro de renovação no eleitorado.
O que a pesquisa revela sobre 2026?
Se a eleição fosse hoje, Macapá mostraria três sinais claros:
1. O eleitor está indeciso, disperso e avaliando nomes.
Nenhum candidato dispara o que significa espaço aberto para campanhas inteligentes.
2. Quem aparece em pelo menos 3 bairros já sai na frente.
A pulverização mostra que território vale mais do que fama.
3. Personagens fortes em regiões populosas terão vantagem.
Buritizal, Novo Horizonte, Congós e Macapaba são decisivos.
Conclusão: a corrida começou e ninguém está garantido
O levantamento expõe um cenário onde ninguém pode se considerar eleito com antecedência. A disputa está aberta, os votos estão espalhados e a população demonstra que quer novas referências, mas sem abandonar completamente os nomes já conhecidos.
Em resumo:
se a eleição fosse hoje, o jogo seria duro, competitivo e decidido bairro a bairro.
Enquanto isso, os bastidores seguem fervendo e o eleitor observando tudo, silenciosamente.
