Artista alega exclusão, mas convite para evento foi aberto ao público e amplamente divulgado
A inauguração do Teatro Municipal Fernando Canto, realizada nesta sexta-feira (19), uma cena de protesto da artista Carla Nobre, que tentou roubar os holofotes do evento alegando que artistas amapaenses não haviam sido convidados para a cerimônia. No entanto, a informação não corresponde à realidade: o convite foi público, aberto a toda população, e amplamente divulgado pelo prefeito Dr. Furlan e por veículos da imprensa local.

Nas redes sociais, a atitude de Carla gerou uma enxurrada de críticas. Muitos lembraram que ela ocupa cargo no governo do Estado e tem histórico de militância política, o que levanta suspeitas de que o episódio teria mais cunho ideológico do que artístico. “A típica indignação seletiva”, comentou um internauta, ressaltando que nunca se viu a mesma disposição de Carla em protestar contra o abandono do Teatro das Bacabeiras — espaço estadual que está fechado há mais de cinco anos.

Para além da repercussão negativa, o protesto acabou sendo interpretado como uma tentativa de desqualificar um momento histórico para a cultura de Macapá, que agora conta com o primeiro teatro municipal de sua história. Enquanto a Prefeitura entrega obras e fortalece a classe artística com um espaço digno, parte da população viu na atitude de Carla apenas mais uma encenação política fora de contexto.
O fato é que a cidade ganhou um teatro de verdade. E o protesto, ao que parece, perdeu o palco.
