Macapá vive um caso escancarado de hipocrisia política. O vereador Joselyo, opositor ferrenho do prefeito Dr. Furlan, é flagrado em um jogo de dupla personalidade: o crítico implacável durante o dia e o “benfeitor” oportunista à noite.
Enquanto nas sessões da Câmara Municipal ele esbraveja e detona as obras e espaços públicos administrados pela prefeitura, nas segundas e quartas-feiras, o mesmo homem aproveita a estrutura que tanto ataca para se promover. O cenário da contradição é o Céu das Artes, no bairro Infraero 2, um equipamento público construído e mantido com o dinheiro dos contribuintes que ele alega ser mal administrado
A estratégia é clara e cínica: destruir a imagem da gestão na tribuna para, na prática, se apropriar de seus feitos. Ele reserva o espaço municipal – pago pelo povo – para realizar atividades que são, na verdade, um palanque eleitoral gratuito e disfarçado. Ato contínuo, posa para fotos, faz postagens nas redes sociais e tenta vender à população a imagem de um político trabalhador e dedicado, como se a iniciativa e a manutenção do local fossem mérito seu.
O que torna o caso ainda mais revoltante é o prejuízo real à comunidade. Professores e instrutores que desenvolvem um trabalho legítimo no local, em parceria com a prefeitura, relatam que a ação oportunista do vereador atrapalha a programação regular e sequestra um espaço que deveria ser de todos, não de uma campanha política individual.
A pergunta que não quer calar é: até quando Joselyo vai enganar o público? Até quando vai criticar de dia a obra que usa à noite? Até quando vai tentar capitalizar votos às custas do muito dinheiro público que ele mesmo diz combater?
A população merece políticos coerentes, não um ator que interpreta o vilão pela tarde e o herói pela noite no mesmo palco que é a cidade de Macapá. É a mais pura hipocrisia em ação.
