URGENTE NÃO É SÓ MADEIRA; TEM OURO NO MEIO
A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou o Relatório nº 1601415 que investigou a gestão do Projeto Agroextrativista (PAE) Maracá, localizado em Mazagão e com área de 559 mil hectares, sob responsabilidade da Superintendência Regional do Incra no Amapá.
O documento aponta graves fragilidades na supervisão ocupacional do assentamento, incluindo a anuência e execução consideradas potencialmente irregulares do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), em andamento na região. Além das irregularidades relacionadas à exploração de madeira, o relatório também denuncia a presença de atividades minerárias ilegais, com extração de ouro ocorrendo dentro do PAE Maracá.
Entre as recomendações, a CGU determinou a revisão da anuência ao manejo florestal, a aplicação de ferramentas de sensoriamento remoto, a submissão do Plano de Utilização do assentamento à análise jurídica e o fortalecimento da fiscalização para regularizar empreendimentos minerários.
Segundo informações preliminares, há forte suspeita de extração de ouro de forma clandestina na região do Caranã, do Camaipi e Rio Vila Nova.
O projeto empresarial que opera na região tem apoio político declarado de líderes nacionais, como os senadores Davi Alcolumbre (União Brasil), Randolfe Rodrigues (sem partido) e do prefeito de Macapá, Clécio Luís (SD).
