Lar Amapá Turma do atraso : “Isso Não é Sobre Partido, é Sobre Poder”: A Verdadeira Razão da Aliança de Clécio com o Partido de Davi

Turma do atraso : “Isso Não é Sobre Partido, é Sobre Poder”: A Verdadeira Razão da Aliança de Clécio com o Partido de Davi

A aliança com a UNIÃO Brasil é o primeiro passo de um dominó político. O último: um projeto de lei para acabar com a reeleição e estender mandatos, garantindo ao governador quase uma década de controle total sobre o Amapá.

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Jogada calculada: por que Clécio correu para o União Brasil e o que está por trás dessa mudança

A filiação do governador Clécio Luís ao União Brasil está longe de ser um simples movimento partidário.

Nos bastidores da política amapaense, a leitura é clara: trata-se de uma jogada estratégica, pensada em Brasília, com um objetivo central garantir a reeleição de Clécio e, a partir disso, viabilizar um projeto de poder de longo prazo comandado pelo senador Davi Alcolumbre.

A estratégia funciona como um dominó político.

Primeiro passo: colocar Clécio dentro do partido de Davi, garantindo total alinhamento entre Palácio do Setentrião e o grupo que hoje exerce forte influência no Congresso Nacional.

Segundo passo: usar toda a máquina política, estrutura partidária, alianças municipais, cargos e orçamento para empurrar a reeleição do governador.

Terceiro passo e o mais sensível: antes de deixar espaços de comando no Senado, Davi trabalharia para colocar em pauta um projeto de lei que acaba com a reeleição e altera a duração do mandato de 4 para 5 anos.

Na prática, isso significa o seguinte:

Se Clécio for reeleito em 2026 e a mudança for aprovada logo depois, ele governaria mais um mandato inteiro de cinco anos, somando-se aos quatro já exercidos e aos quatro da reeleição.

Resultado: nove anos consecutivos no poder.

Ou seja, não é sobre ideologia.

Não é sobre programa de governo.

Não é sobre esquerda, centro ou direita.

É sobre permanência no poder.

A ida de Clécio ao União Brasil precisa ser lida como uma troca direta:

apoio total agora, fidelidade política absoluta e compromisso com um projeto que ultrapassa seu próprio mandato.

Quem paga essa conta?

O eleitor.

Enquanto o discurso público fala em “novos caminhos”, “diálogo” e “ampliação de alianças”, nos bastidores se desenha um modelo clássico de concentração de poder, onde regras do jogo podem ser alteradas conforme a conveniência dos grupos dominantes.

O mais grave é que nada disso está sendo debatido com a população.

Não houve consulta.

Não houve transparência.

Não houve explicação.

A filiação ao União Brasil não é um gesto isolado. É peça de um tabuleiro maior, onde a prioridade não é resolver os problemas históricos do Amapá, mas garantir que os mesmos grupos continuem mandando por quase uma década.

Cabe ao povo entender a jogada.

Cabe ao povo questionar.

Cabe ao povo decidir se aceita ou não ser espectador de um projeto de poder travestido de articulação partidária.

Porque quando políticos passam a discutir quanto tempo vão ficar no poder, em vez de discutir como melhorar a vida das pessoas, algo está muito errado.

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