Lar Amapá Clecio Luís Mostra a Cara: Amapaense é Obrigado a Virar Palhaço de Plenária ou Perder o Pão

Clecio Luís Mostra a Cara: Amapaense é Obrigado a Virar Palhaço de Plenária ou Perder o Pão

Na covardia, governador usa a fome de contratados precarizados para inflar plateia e criar apoio fake; lista de presença e camiseta são provas do uso da máquina para fins eleitoreiros.

por admin
0 comentário

Governo Clécio Luís Transforma Servidores em Palhaços de Plenária em Esquema Ilegal e Covarde

Por Jean Bambam

A governança do Amapá afundou em um novo e vergonhoso pantanal ético. Desta vez, não é uma denúncia vaga, mas uma prova documental que escancara a transformação da máquina pública em um comitê de campanha coercitivo. O governador Clécio Luís está no centro de um esquema que mistura assédio moral, uso ilegal de recursos públicos e uma tentativa cínica de fabricar apoio popular.

A farsa está toda registrada em um comunicado interno que vazou dos corredores da Secretaria de Educação. O texto, que tem o cheiro inconfundível de uma ordem disfarçada, “convoca” servidores públicos e – mais grave ainda – funcionários com contratos precários para um ato político na Arena da Jumbinha. A mensagem é clara para qualquer um que dependa do governo para seu sustento: comparecer não é uma opção, é uma condição para sobreviver.

A Coação Disfarçada de “Convite”

A linguagem utilizada é um manual do assédio moral institucional. Ao solicitar a “mobilização de todos os nossos colaboradores”, a gestão Clécio Luís envia um sinal claro: quem não for será marcado. Para o servidor concursado, a marca pode significar perseguição e isolamento. Para o contratado, cuja situação é sempre instável, a ausência pode ser a justificativa perfeita para a não renovação do vínculo. É a política da chantagem em sua forma mais pura.

As Camisetas da Vergonha e a Lista do Controle

Se a convocação já era um escândalo, os detalhes logísticos a transformam em um crime de natureza eleitoral e administrativa. O comunicado exige, com frieza burocrática, uma “lista com os nomes de todos os colaboradores e o tamanho da camisa de cada um”.

Este ponto é a prova irrefutável da intenção de usar o Estado para fins partidários. A produção em massa de camisas com a identidade do governador, distribuídas através da estrutura oficial, configura um desvio de finalidade clamoroso.

Hipóteses não faltam, e todas cheiram a ilegalidade:

  1. Se as camisas foram pagas com dinheiro público: É um ato de improbidade administrativa, com desvio de verba que deveria ser investida em saúde e educação para financiar propaganda pessoal.

  2. Se foram pagas com dinheiro de campanha ou do partido: É uma violação grave da Lei Eleitoral (9.504/97), que proíbe o uso da máquina pública em benefício de candidatos.

E, para completar o clima de vigilância distópica, haverá uma lista de presença no local. Não basta ser forçado a ir; é preciso registrar que esteve lá, sob o olho onipresente do patrão-Estado. É a listinha da fidelidade, um instrumento de controle que envergonharia qualquer gestão que se dissesse democrática.

A Farsa da Popularidade e a Urgência da Investigação

O evento na Arena da Jumbinha, um local para grandes espetáculos, revela o objetivo final: criar uma imagem artificial de popularidade. O governador Clécio Luís, em ano pré-eleitoral, não quer arriscar um plenário vazio. A solução? Transformar servidores reféns em plateia cativa, vestidos com a camisa da campanha, forjando uma união que não existe.

Esta prática é um câncer para a democracia. Ela corrói a imparcialidade do serviço público, amedronta o funcionalismo e desvia recursos que pertencem ao povo.

É imperativo e urgente que o Ministério Público Estadual (MP-AP), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Controladoria Geral do Estado (CGE) abram investigações imediatas. Que apreendam os documentos, o custo das camisetas e ouçam os servidores que, com medo, foram obrigados a participar desta farsa.

A frase final do comunicado, “Juntos e unidos somos muito mais fortes”, soa como a mais cruel das ironias. União forjada pelo medo não é força; é a mais pura expressão da fraqueza de um governo que, sem argumentos reais, recorre à coerção para se sustentar no poder. O Amapá merece mais respeito.

você pode gostar

Deixe um comentário