Relator pede advertência a Furlan e propõe arquivamento do processo por agressão a jornalista
Macapá, 20 de setembro de 2025 – Depois de 18 páginas de investigação, o relator da Comissão Processante da Câmara Municipal de Macapá votou nesta sexta-feira (19) pelo arquivamento do processo contra o prefeito Antônio Furlan (MDB), que é acusado de agredir o jornalista Iran Fróes com um “mata-leão” em 17 de agosto.
Conforme o relatório apresentado pelo vereador Alessandro Monteiro (PDT), relator da comissão, não houve quebra de decoro por parte do prefeito, o que impediria a cassação do mandato. Em vez disso, propôs que Furlan receba advertência, para que evite atitudes semelhantes no futuro.
Os fatos apurados
O episódio que motivou a investigação ocorreu em 17 de agosto, quando Furlan teria imobilizado o jornalista Iran Fróes, em reação a suposta agressão dele contra duas assessoras do prefeito.
O vídeo, principal prova do incidente, não mostra as agressões às assessoras alegadas por Furlan.
O exame de corpo de delito realizado não identificou lesões.
O inquérito policial, conduzido por delegado com afirmações de admiração pessoal ao prefeito em redes sociais, encaminhou relatório ao Ministério Público sugerindo que a ação de Furlan poderia ser considerada legítima defesa de terceiros.
Motivação do arquivamento
No entendimento do relator, a comissão não encontrou “justa causa” suficiente para manter o processo. Ele argumenta que há elementos de dúvida: o vídeo não confirma a versão das agressões, o laudo pericial foi negativo, e não há provas técnicas convincentes das acusações contra o jornalista.
Apesar disso, Alessandro Monteiro afirma que uma advertência é necessária como medida educativa, para evitar repetição de condutas semelhantes.
Reações e próximos passos
O relatório causou surpresa nos bastidores da Câmara, inclusive entre opositores, pela decisão de evitar uma punição mais pesada. O caso seguirá para apreciação dos demais membros da Comissão Processante, que votarão se acatam ou não o relatório. Se aprovado, o processo será arquivado, livrando o prefeito de sanções maiores.
