Lar Amapá Câmara Municipal erra ao aceitar denúncia contra Furlan sem provas concretas

Câmara Municipal erra ao aceitar denúncia contra Furlan sem provas concretas

Parte dos vereadores resolveu politizar um episódio isolado, transformando-o em palanque para desgastar a gestão municipal.

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Editorial | Câmara Municipal erra ao aceitar denúncia contra Furlan sem provas concretas

Na tarde desta terça-feira (19), a Câmara Municipal de Macapá (CMM) decidiu, de forma precipitada, aceitar uma denúncia de crime de responsabilidade contra o prefeito Dr. Antônio Furlan (Podemos). A decisão se baseia unicamente na versão apresentada por uma suposta vítima do episódio ocorrido no último domingo (17), quando houve um desentendimento envolvendo Iran Fróes e o jornalista Heverson Castro.

O que chama atenção é a fragilidade do processo: não há investigação concluída, não há provas técnicas robustas, nem testemunhos oficiais que sustentem a gravidade da acusação. Mesmo assim, parte dos vereadores resolveu politizar um episódio isolado, transformando-o em palanque para desgastar a gestão municipal.

É importante lembrar que um processo de cassação não pode ser tratado como espetáculo midiático ou instrumento de revanchismo político. Trata-se de uma medida extrema, que exige responsabilidade, provas consistentes e, sobretudo, respeito ao devido processo legal. Aceitar uma denúncia sem elementos concretos abre precedente perigoso: qualquer gestor pode ser alvo de cassação apenas com base em narrativas ou interesses de grupos contrários.

A comissão processante, formada por Ruzivan, Alessandro e Azevedo, terá agora a missão de dar transparência e seriedade ao caso. Mas a forma como a denúncia foi recebida já expõe o viés político de parte da Câmara, que parece mais interessada em atender à pressão de grupos alinhados ao chamado “gabinete do ódio” do que em defender os interesses do povo macapaense.

O prefeito Antônio Furlan tem mostrado resultados expressivos à frente da prefeitura, com aprovação popular em alta e obras em andamento em toda a cidade. A tentativa de cassá-lo sem fundamentos jurídicos claros soa como mais um capítulo de uma disputa política rasa, que despreza a vontade da população que o elegeu.

Macapá não pode ser refém de manobras políticas travestidas de moralidade. O que se espera da Câmara é equilíbrio, responsabilidade e compromisso com a verdade – e não precipitação baseada em acusações frágeis.

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