Lar Amapá O AMAPÁ EXIGE RESPEITO: NÃO PODEMOS VIVER DE SILÊNCIO TÉCNICO

O AMAPÁ EXIGE RESPEITO: NÃO PODEMOS VIVER DE SILÊNCIO TÉCNICO

Por que o Amapá, que protege mais de 70% de suas áreas naturais, não pode explorar, de forma responsável, o petróleo a quilômetros de sua costa, enquanto países vizinhos o fazem sem piedade?

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O AMAPÁ EXIGE RESPEITO: NÃO PODEMOS VIVER DE SILÊNCIO TÉCNICO

Por Paulo Oliveira

Na audiência pública do Senado, realizada no dia 27 de maio de 2025, com a presença da ministra Marina Silva, o Amapá mais uma vez foi colocado à margem do debate nacional. O que deveria ser um momento de diálogo sério e responsável transformou-se em mais um capítulo de descaso.

Não se trata de negar a importância da proteção ambiental, nem de desconsiderar a trajetória da ministra. Mas o que esperávamos ali era a presença de uma gestora comprometida com soluções reais — não de um símbolo inabalável, preso a convicções técnicas ultrapassadas.

Quando senadores como Lucas Barreto e demais parlamentares do Norte trouxeram à tona dados alarmantes — pessoas morrendo por falta de hospitais, comunidades isoladas pela ausência de rodovias, crianças passando fome em plena Amazônia — a única resposta possível seria a construção de alternativas viáveis, o anúncio de investimentos urgentes, a disposição para ouvir um povo que já deu demais e recebeu de menos.

Mas nada disso aconteceu.

A ministra optou por se esconder atrás de pareceres frios, estudos de 20 anos atrás e tecnicismos que ignoram o sofrimento de quem vive o dia a dia da floresta. Ignorou o grito de um estado que, há décadas, paga a conta da preservação com miséria e abandono.

Por que o Amapá, que protege mais de 70% de suas áreas naturais, não pode explorar, de forma responsável, o petróleo a quilômetros de sua costa, enquanto países vizinhos o fazem sem piedade?

Até quando a balança da sustentabilidade será tão cruel com quem só conhece o lado do sacrifício?

Não se trata de escolher entre natureza e progresso. Se trata de encontrar um caminho justo — e o povo do Amapá não quer mais esperar. O Amapá quer viver, quer produzir, quer gerar empregos, infraestrutura, saúde, educação, dignidade.

O meio ambiente é um patrimônio da humanidade. Mas o povo do Amapá é um patrimônio do Brasil.

Liberação do petróleo já! Pelo futuro da Amazônia que também tem rosto, CPF e necessidades. Pela soberania de um estado que exige ser ouvido.

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