Lar Amapá “É Prisão na Certa”: Irmão de Davi Alcolumbre Solta a Língua e Mostra Plano do Grupo do atraso para Sacar Furlan das eleições 2026

“É Prisão na Certa”: Irmão de Davi Alcolumbre Solta a Língua e Mostra Plano do Grupo do atraso para Sacar Furlan das eleições 2026

Sabendo que não vence a popularidade do prefeito nas urnas, cúpula aliada ao governador Clécio Luis prepara ofensiva . A ameaça nas redes foi o 'spoiler' de um roteiro de perseguição política já redigido.

por admin
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Macapá, 2026
Em um episódio que expõe as entranhas do poder e suas conexões perigosas, o advogado Alberto Samuel Alcolumbre, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou as redes sociais para ameaçar publicamente o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), com a perda do mandato e prisão. A ameaça, feita em comentário no Instagram, não é um fato isolado: vem de um homem que em 2022 foi abordado pela Polícia Militar de São Paulo com R$ 499.970 em espécie dentro de duas mochilas no porta-malas de um carro.

O comentário, publicado sob uma matéria do jornalista Seles Nafes, aliado do governador Clécio Luís e do senador Davi Alcolumbre, foi direto: “Batata do Furlan está assando só na manhã. Governador Clécio reeleito em 2026. Furlan sem mandato e preso”. A declaração, além de configurar potencial crime de ameaça, joga luz sobre uma estratégia de intimidação política articulada a partir de figuras-chave do aparato de poder no Amapá.

O Dinheiro na Mochila e a Versão do Advogado

Em 2022, durante uma blitz na Zona Norte de São Paulo, um motorista de aplicativo, ao avistar a fiscalização, desligou os faróis e deu marcha ré na tentativa de fugir. A atitude suspeita levou à abordagem e à descoberta de quase meio milhão de reais em notas. Alberto Alcolumbre, que seguia em outro veículo, apresentou-se como amigo do condutor. À polícia, afirmou que o dinheiro era proveniente de honorários advocatícios de uma “causa ganha” e seria usado para pagar um estudo jurídico. A história, contudo, não convenceu as autoridades. O caso foi registrado como “apreensão suspeita” e segue sob investigação. Na ocasião, Alcolumbre declarou-se “triste” e prometeu comprovar a licitude da quantia.

A Cadeira de Poder e a Sombra do Irmão

Alberto não é um advogado qualquer. Além de irmão do presidente do Senado figura central do chamado “Grupo do Atraso” , ele ocupa cargos estratégicos no estado: é o presidente da Junta Comercial do Amapá (JUCAP) e conselheiro da Amapá Previdência (AMPREV). Sua ameaça ao prefeito Furlan ocorre em um momento político delicado: pesquisas realizadas em 2025 apontam Furlan como favorito numa eventual disputa contra o atual governador Clécio Luís, aliado dos Alcolumbre.

A investida parece ter duplo objetivo: intimidar o prefeito, que ainda não anunciou candidatura ao governo, e proteger não apenas o governador em exercício, mas também a base de influência do clã. O comentário também mira aliados de Furlan, como Rayssa Furlan e o senador Lucas Barreto, que têm alta aceitação e ameaçam a reeleição do senador Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Davi Alcolumbre.

Silêncio Cúmplice e a Normalização do Absurdo

Diante da ameaça pública, a reação do entorno do poder foi sintomática. A assessoria do senador Davi Alcolumbre limitou-se a dizer, sobre o caso da apreensão, que o senador “tomou conhecimento pela reportagem” e que seu irmão “deve explicar do que se trata”. Sobre a intimidação nas redes, nenhum posicionamento. O silêncio funciona como um aval tácito à estratégia de usar a intimidação como ferramenta política.

Um Retrato do Poder no Brasil

O caso Alberto Alcolumbre é um microcosmo de práticas que corroem a democracia: a impunidade de quem carrega fortunas em malas sem explicação crível, a ocupação de cargos estatais por figuras sob suspeita, o uso de redes sociais para ameaçar adversários e a blindagem proporcionada por laços familiares no topo da República. Enquanto o cidadão comum responde por qualquer deslize, uma elite política e familiar parece operar sob outras regras – onde meio milhão em mochila vira “honorário” e ameaça de prisão vira “mera opinião”.

A pergunta que fica, e que as instituições precisam responder, é: até quando a política amapaense – e brasileira – será refém de grupos que confundem o patrimônio do Estado com seu quintal, a Justiça com instrumento de vingança e o debate público com um ringue de intimidações?

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