Pesquisas revelam enfraquecimento de Randolfe e Clécio no Amapá
Enquanto Rayssa Furlan lidera com folga, Lucas Barreto ultrapassa Randolfe na disputa pelo Senado
Duas pesquisas recentes sobre o cenário político do Amapá em 2026 apontam direções distintas, mas que convergem para um mesmo diagnóstico: o desgaste do campo progressista no estado.
Na pesquisa divulgada neste sábado (16/8) na revista VEJA, Rayssa Furlan aparece isolada na liderança com 47% das intenções de voto para o Senado. Randolfe Rodrigues figura em segundo lugar com 25%, seguido de perto por Lucas Barreto, que soma 22%. A diferença entre ambos é de apenas três pontos, dentro da margem de erro.
Já no levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, a situação de Randolfe se agrava: ele cai para a terceira colocação, com 40,8%, sendo ultrapassado por Lucas Barreto (47,9%). Rayssa Furlan mantém ampla vantagem, chegando a 61,8%. O ex-governador Waldez Góes aparece bem atrás, com apenas 19,3%.
O mesmo estudo também avaliou a disputa pelo governo estadual, em que o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, surge como franco favorito com 65,2% contra 24,3% de Clécio Luís, confirmando o enfraquecimento do grupo ligado ao atual senador Randolfe.
Análise
O contraste entre os dois levantamentos mostra o esforço de Randolfe em sustentar uma narrativa de competitividade. Na pesquisa da VEJA, ele ainda consegue aparecer como segundo colocado, mas os números mais amplos da Paraná Pesquisas já revelam sua queda consistente, perdendo espaço para Lucas Barreto.
Essa dificuldade não é isolada. O fraco desempenho de Clécio Luís contra Furlan reforça o enfraquecimento progressista no Amapá. O cenário local reflete um movimento nacional: a esquerda encontra resistência crescente, dificuldade de renovação e perda de apelo popular.
A mensagem que fica é clara: enquanto Rayssa Furlan consolida sua liderança e Lucas Barreto mostra fôlego crescente, Randolfe e Clécio enfrentam uma realidade de desgaste, em que a imagem de força já não se sustenta diante dos números.
