Por Jean Bambam
A inauguração da Casa da Mulher Brasileira neste domingo (8), em Macapá, acabou levantando um questionamento inevitável na política amapaense: por que uma obra desse porte levou seis anos para ficar pronta?
O complexo, localizado na Zona Norte da capital, foi entregue pelo governador Clécio Luís, mas a história da obra começa muito antes. A ordem de serviço foi assinada em 2021 pelo então governador Waldez Góes, e os recursos para a construção foram articulados pelos mandatos do senador Davi Alcolumbre e da deputada federal Aline Gurgel.
Ou seja, a obra atravessou diferentes fases de governo e levou mais de meia década para sair do papel até a fita de inauguração.
A Casa da Mulher Brasileira é um equipamento público importante, voltado ao atendimento e proteção de mulheres vítimas de violência. No entanto, o tempo gasto para sua conclusão acabou chamando atenção nos bastidores da política e entre observadores da gestão pública.
A pergunta que fica é inevitável: é esse o ritmo de gestão que o Amapá merece?
Em um estado que enfrenta desafios urgentes em áreas como saúde, segurança e infraestrutura, o prazo de seis anos para concluir uma única obra levanta dúvidas sobre eficiência administrativa e capacidade de execução.
No discurso oficial, a inauguração foi apresentada como conquista. Mas para muitos, o caso também virou símbolo de uma gestão marcada por obras que demoram anos para sair do papel e viram palanque político na reta final.
No fim das contas, a reflexão que ecoa nas ruas e nas redes sociais é simples:
se uma obra como essa leva seis anos para ser entregue, o que esperar das obras realmente complexas que o estado precisa?
