Lar Amapá Clécio e a Herança Maldita: O Nepotismo que Rachou o Shopping Popular

Clécio e a Herança Maldita: O Nepotismo que Rachou o Shopping Popular

Furlan interdita obra mal feita na era Clécio e socorre vítimas; governo estadual contra-ataca com ação judicial suspeita para tentar abafar caso que envolve sobrinho do governador.

por admin
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A Rachadura do Poder: O Silêncio Forçado e a Obra que Abala Macapá

Laudo técnico que condenou Shopping Popular é atacado por ação judicial movida com assinatura de comerciante coagido. Enquanto a prefeitura socorre vítimas, governo estadual tenta abafar falhas de construção ligada à família do governador Clécio Luís.

Tudo começou quando os próprios empreendedores do Shopping Popular procuraram a Prefeitura de Macapá para relatar rachaduras, fissuras, estremecimentos e barulhos que já vinham sendo percebidos há algum tempo. Diante disso, a prefeitura foi provocada a agir.

A SEMTRADI acionou a Secretaria Municipal de Obras, e o secretário Rondinelle permaneceu no local durante 40 dias, acompanhando a situação de perto. Ao constatar que o problema era muito mais grave do que aparentava, ele solicitou uma empresa especializada para realizar os laudos técnicos. A partir desses laudos, ficou claro para a gestão municipal que a estrutura apresentava riscos significativos. Em seguida, a Defesa Civil também foi acionada, avaliou o prédio e optou pela interdição total.

Diante desse cenário, a prefeitura tomou a difícil  porém necessária decisão de interditar o prédio para proteger vidas.


Medidas adotadas após a interdição

Desde então, a prefeitura tem atuado para garantir a segurança e mitigar os efeitos sociais e econômicos sobre os empreendedores. Entre as ações já realizadas:
• Distribuição de mais de 200 cestas básicas.
• Aprovação, por unanimidade na Câmara Municipal, do auxílio aluguel de aproximadamente R$ 3 mil.
• Busca contínua por locais adequados para realocação dos empreendedores.

Já está definido que a Feira do Caranguejo será instalada na Rua Rio Maracá, nos fundos da antiga loja Iamada, com estrutura contratada pela prefeitura. O impasse permanece quanto ao espaço ideal para abrigar os empreendedores do Shopping Popular — são 121, mas 7 são da praça de alimentação, que não podem operar na rua. Assim, serão destinados a outros pontos da cidade, enquanto 114 empreendimentos serão realocados no novo espaço.

Essas são as medidas institucionais em andamento.

Sobre o laudo técnico

O laudo foi assinado por um engenheiro especialista, doutor, com registro profissional mas vinculado ao CREA do Pará. Ele já atua no Amapá, porém o processo de registro local ainda não estava finalizado. Isso configura uma infração ética do profissional, não da prefeitura.

Trata-se da mesma lógica de um advogado que, mesmo regular em uma seccional, ainda não concluiu o processo de atuação em outra. A prefeitura recebeu o registro profissional, mas o CREA-AP informou que a tramitação local não havia sido concluída  sem que isso invalide o conteúdo técnico do laudo.

Ação judicial e tentativa de manipulação

Uma ação judicial foi movida contra o Município de Macapá e a empresa Arte Construções e Engenharia LTDA EPP. Nela, o autor pede tutela antecipada para a desinterdição alegando falsidade do laudo o que não procede.

Informações indicam que o empreendedor que acionou a justiça foi cooptado, tendo recebido dinheiro e sequer compreendendo o que estava assinando. De baixa escolaridade e em situação de necessidade, acabou sendo induzido ao erro. Agora, afirma querer voltar atrás e relatar como tudo aconteceu. Pessoas estariam abordando e aliciando empreendedores com ofertas financeiras para se voltarem contra a prefeitura.

Qualquer ação judicial movida sob esse tipo de pressão torna-se, no mínimo, suspeita especialmente diante do esforço da gestão municipal em prestar apoio e preservar vidas.

Até a próxima semana, estarão concluídos os estudos de sondagem do novo local, etapa necessária para garantir segurança e responsabilidade na instalação da nova estrutura.

O REAL PROBLEMA

O governo de Clécio Luís tenta abafar algo impossível de esconder: a obra está estruturalmente comprometida. Ela foi realizada durante sua gestão como prefeito e executada por uma empresa representada por Gabriel Figueiredo Di Micelli, Ele é sobrinho por afinidade do governador Clécio e enteado da Secretária Estadual de Cultura, Clícia Vieira Di Miceli.

A responsabilização pela obra inevitavelmente recairá sobre a empresa vinculada ao governo. A prefeitura, por sua vez, cumpre seu dever: interditou o prédio para proteger vidas e está oferecendo suporte social e financeiro aos afetados  enquanto o governo tenta politizar o assunto.

Qualquer laudo que afirme que o prédio está em condições de uso nega a realidade, visível até para quem não tem conhecimento técnico. A postura correta exige seriedade e rigor, o que a prefeitura vem adotando com total transparência em suas redes oficiais.

Transformar essa situação em arma política, tentando desgastar a gestão municipal, é desumano e desrespeitoso com os verdadeiros prejudicados  os empreendedores, que já sofreram com uma obra mal executada e agora, por causa do risco estrutural, estão sem um local para trabalhar.

O governo não apresenta solução, nem ajuda. Prefere construir narrativas, manipular pessoas vulneráveis e tentar jogar os empreendedores contra o prefeito Dr. Furlan  ao mesmo tempo em que tenta ocultar quem realmente executou a construção, origem do problema.

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