Lar Amapá Advogados tratados como bandidos: ação policial levanta suspeita de ordem política no governo Clécio

Advogados tratados como bandidos: ação policial levanta suspeita de ordem política no governo Clécio

Ação considerada desproporcional levanta suspeitas de articulação política para proteger réu e tenta inverter versão dos fatos na imprensa ligada ao governo

por admin
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ADVOGADOS TRATADOS COMO CRIMINOSOS? OPERAÇÃO POLICIAL LEVANTA SUSPEITA DE INTERFERÊNCIA POLÍTICA NO AMAPÁ
O que era para ser apenas mais um ato rotineiro do exercício da advocacia terminou em um episódio cercado de tensão, suspeitas e questionamentos graves sobre o uso da máquina pública no Amapá.

Advogados foram surpreendidos por um forte aparato de segurança pública enquanto desempenhavam uma atividade legal: a coleta de provas para um processo judicial. A missão era clara registrar imagens de um patrimônio rural, nas proximidades de Macapá, com o objetivo de demonstrar à Justiça que o réu possui condições financeiras de arcar com uma dívida.
O trabalho foi realizado. Sem incidentes. Sem confronto. Sem ilegalidade.

Mas o problema começou na volta.

Segundo relatos, no trajeto de retorno, os profissionais foram interceptados por equipes da Polícia Militar, incluindo unidades do esquadrão especial. A abordagem, considerada desproporcional pelos envolvidos, levantou imediatamente uma suspeita: houve interferência política na ação?

A situação se agravou quando setores da imprensa alinhados ao governo passaram a tratar o episódio sob uma narrativa que, na prática, colocava os advogados na posição de suspeitos como se estivessem praticando algum tipo de irregularidade.
Para quem conhece o básico do Direito, a pergunta é inevitável:
desde quando coletar provas para um processo virou caso de polícia?

Nos bastidores, o que circula é ainda mais grave. Há informações de que a ação pode ter sido motivada por pressão política — envolvendo, inclusive, figuras com influência direta no governo. Fala-se até em ordem que teria partido de cima, com articulação de um ex-deputado estadual que hoje atua na advocacia.

Se confirmado, o caso deixa de ser apenas um abuso pontual e passa a configurar algo muito maior:
o uso da força do Estado para interferir em disputas judiciais privadas.

A reação foi imediata.

Diante do episódio, foi formalizado o pedido de exoneração do secretário de segurança pública, apontado como responsável direto pela condução da operação. A pressão agora recai sobre o governo, que terá que explicar com clareza  se houve ou não desvio de finalidade na atuação policial.

Porque uma coisa é certa:
Quando advogados passam a ser tratados como criminosos por exercerem sua função,
quando a polícia aparece onde não há crime,
e quando a narrativa oficial tenta inverter os papéis…
o que está em jogo não é apenas um caso isolado é o próprio Estado de Direito.

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