Nem só a oposição está batendo. Agora, o fogo amigo também começa a atingir em cheio a gestão interina de Pedro DaLua e o alvo da vez é a comunicação oficial da Prefeitura de Macapá.
Em publicação direta e sem rodeios, o Correio Amapaense apontou o que já virou comentário recorrente nos bastidores: o amadorismo na condução da Secretaria de Comunicação. A crítica recai sobre a atual titular da pasta, Joyce, que, segundo o veículo, ainda não demonstrou domínio nem das funções mais básicas do cargo.
E aqui não se trata de detalhe técnico é o básico do básico. Comunicação pública não é enfeite de gestão, nem espaço para improviso. É ponte com a imprensa, transparência com a população e estratégia política em tempo real. Quando isso falha, o governo não só deixa de informar ele se perde no próprio discurso.
O problema é mais profundo. A crítica expõe algo que vai além da secretária: escancara o critério de nomeações da gestão interina. Em vez de perfil técnico, a impressão que fica é de escolha por conveniência e o resultado aparece rápido: ruído, desencontro e desgaste público.
Num momento em que a cidade enfrenta pressão em várias áreas, a comunicação deveria ser instrumento de organização e credibilidade. Mas, pelo visto, virou mais um ponto de crise dentro da própria prefeitura.
E quando a crítica vem de dentro do próprio ecossistema político e midiático, o recado é claro: não é só narrativa de adversário é sinal de que a engrenagem está falhando.
No fim das contas, fica a pergunta que ecoa nos corredores e nas redes:
quem fala pela Prefeitura — e, mais importante, alguém ainda está ouvindo?
