Policial mente ao ser flagrado perto da casa do irmão de Furlan e vídeo de Clécio levanta ainda mais suspeitas
O governador do Amapá, Clécio Luís, apareceu em vídeo visivelmente abalado tentando explicar a presença de um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em um evento que reuniu autoridades e membros do Ministério Público no estado.
O episódio ocorreu durante a assembleia em que o promotor João Furlan, irmão do ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao governo, Antônio Furlan, comemorava a vitória da eleição por unanimidade presidente da AMPAP para o biênio 2026–2028.
A tentativa de explicação do governador, no entanto, acabou levantando ainda mais dúvidas.
Isso porque o próprio Clécio afirmou que o policial estava em serviço pelo GSI, supostamente realizando procedimentos de segurança antes da chegada do governador.
Mas há um detalhe que desmonta essa narrativa.
Quando foi questionado diretamente por Furlan, o agente mentiu o próprio nome e afirmou que estaria aguardando alguém em uma residência próxima ao local onde seu carro estava estacionado.
A história caiu rapidamente.
A casa citada pelo policial pertence ao irmão de Furlan.
A partir daí surgem perguntas inevitáveis.
Se o agente realmente estava em missão oficial, por que mentir a identidade?
Por que inventar uma justificativa que não corresponde à realidade?
E mais: por que enviar um agente do GSI a um evento que o próprio governador não compareceu?
Nos bastidores da política amapaense, a leitura é de que o vídeo divulgado por Clécio parece mais uma tentativa de explicar o inexplicável diante da repercussão do caso.
O episódio passou a alimentar fortes suspeitas de que o pré-candidato ao governo do estado, Dr. Furlan, possa estar sendo monitorado politicamente.
Enquanto o governo tenta encerrar o assunto com versões públicas, a pergunta que permanece no ar é direta:
Se o governador sequer iria ao evento, por que um agente do GSI foi enviado para o local?
E mais importante:
Quem deu a ordem para essa missão?
