Lar Amapá Especialistas em engenharia de transportes apontam que, após mais de 30 anos de uso e abandono, o pavimento da Josmar Pinto perdeu totalmente suas condições estruturais. “Não se trata mais de recapeamento. A estrada precisa ser reconstruída

Especialistas em engenharia de transportes apontam que, após mais de 30 anos de uso e abandono, o pavimento da Josmar Pinto perdeu totalmente suas condições estruturais. “Não se trata mais de recapeamento. A estrada precisa ser reconstruída

O atual serviço consiste apenas em recobrir a camada antiga com novo asfalto, prática considerada tecnicamente incorreta em casos de pavimentos antigos e danificados. Sem a fresagem e recuperação da base, o novo asfalto tende a apresentar problemas em pouco tempo

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Asfaltamento da Rodovia Josmar Pinto ignora normas técnicas e mantém estrutura da década de 90

As obras de asfaltamento da Rodovia Josmar Pinto, antiga Rodovia JK, estão sendo executadas sem a devida reestruturação da base, contrariando as normas técnicas nacionais de pavimentação. A via, construída ainda na década de 1990, já apresentava sinais evidentes de desgaste, com sucessivos remendos e buracos ao longo dos anos, e requer uma intervenção completa — desde a sub-base até a nova capa asfáltica.

Especialistas em engenharia de transportes apontam que, após mais de 30 anos de uso e abandono, o pavimento da Josmar Pinto perdeu totalmente suas condições estruturais. “Não se trata mais de recapeamento. A estrada precisa ser reconstruída, com retirada total do material antigo e substituição por uma base nova, conforme orientam as normas do DNIT e da ABNT”, destaca um engenheiro ouvido pela reportagem.

No entanto, imagens e relatos de moradores revelam que o atual serviço consiste apenas em recobrir a camada antiga com novo asfalto, prática considerada tecnicamente incorreta em casos de pavimentos antigos e danificados. Sem a fresagem e recuperação da base, o novo asfalto tende a apresentar problemas em pouco tempo, como afundamentos, trincas e má drenagem, gerando prejuízos ao erário e insegurança para os motoristas.

A obra é de responsabilidade da SETRAP (Secretaria de Transportes do Amapá), e envolve recursos públicos de emenda parlamentar. O problema, segundo denúncias, é que parte da obra está sendo executada de forma apressada, sem respeitar o diagnóstico técnico que uma via com mais de 30 anos exige.

A pergunta que fica é: por que insistir em soluções paliativas em uma rodovia com tanto histórico de abandono, se a legislação atual e os órgãos de controle exigem responsabilidade técnica e transparência com o dinheiro público?

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