Lar Amapá Narrativa oficial ou cortina de fumaça? Gestão Dalua entra em contradição sobre contrato da Premium One

Narrativa oficial ou cortina de fumaça? Gestão Dalua entra em contradição sobre contrato da Premium One

Enquanto prefeitura fala em “rescisão por irregularidades graves”, ex-presidente da MacapáPrev desmonta versão e expõe distorção dos fatos

por admin
0 comentário

O roteiro é conhecido: surge uma denúncia, a gestão solta uma nota forte, usa palavras de impacto como “irregularidades”, “conflito de interesses” e “vazamento de informações”, e tenta encerrar o assunto antes que as perguntas certas apareçam.

Mas dessa vez, a narrativa da Prefeitura de Macapá, sob comando interino de Pedro Dalua, começou a ruir mais rápido do que o esperado.

A versão oficial diz que houve rescisão do contrato com a empresa Premium One por suspeitas graves. A intenção é clara: passar a imagem de pulso firme, combate à irregularidade e “faxina” administrativa.

Só que a realidade — ou pelo menos a outra versão dos fatos — não bate.

A ex-presidente da MacapáPrev, Janayna Ramos, veio a público e desmontou ponto por ponto:

  • Não houve rescisão, mas suspensão temporária do contrato

  • O contrato não foi feito na sua gestão

  • E mais grave: a contratação ocorreu via pregão eletrônico, ou seja, dentro de um rito formal, e não por dispensa suspeita

Ou seja: a narrativa de “contrato irregular descoberto agora” começa a perder força.

E aí entra a pergunta que incomoda:

 Se não houve rescisão, por que anunciar como se fosse?
 Se o contrato seguiu rito legal, onde está exatamente a irregularidade?
 E por que transformar um processo administrativo em espetáculo político?

Nos bastidores, o que se comenta é que a gestão interina tenta construir uma narrativa de crise herdada uma velha estratégia para justificar decisões apressadas e, principalmente, criar um ambiente de “terra arrasada”.

O problema é que, quando versões entram em conflito público, quem perde não é só a credibilidade do discurso… é a confiança da população.

Porque transparência não é discurso de coletiva.
Transparência é coerência entre o que se fala e o que de fato aconteceu.

E, neste caso, o que se vê até agora é uma gestão que acusa forte… mas começa a ser confrontada com fatos que não encaixam.

A sociedade macapaense assiste, atenta e cada vez mais desconfiada.

Porque no fim, não basta falar em irregularidade.
É preciso provar.

você pode gostar

Deixe um comentário