Lar Amapá Deputado R. Nelson denuncia irregularidades de R$ 111 milhões na Saúde do Amapá após auditoria da CGU

Deputado R. Nelson denuncia irregularidades de R$ 111 milhões na Saúde do Amapá após auditoria da CGU

Parlamentar expõe contrato da SESA para gestão do centro cirúrgico e UTIs do HCAL com metas irreais, R$ 55,5 milhões pagos sem comprovação e indícios de superfaturamento de R$ 18,2 milhões.

por admin
0 comentário

Auditoria aponta metas irreais, pagamentos sem comprovação de R$ 55,5 milhões e indícios de superfaturamento de R$ 18,2 milhões no HCAL; escândalo levanta pressão sobre o governo estadual.

por jean bambam 

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) caiu como uma bomba sobre a gestão da saúde pública no Amapá. O relatório aponta graves irregularidades em um contrato de R$ 111 milhões firmado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) para a gestão do centro cirúrgico e das UTIs do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), uma das principais unidades hospitalares do estado.

De acordo com o documento, o processo de parceria firmado com a Associação Educadora São Francisco de Assis (Capuchinhos) apresenta uma série de problemas que colocam em xeque a legalidade e a transparência do contrato. Entre as irregularidades identificadas estão metas consideradas irreais, ausência de chamamento público e falhas graves na comprovação de despesas.

A auditoria também revelou que R$ 55,5 milhões foram pagos sem a devida comprovação documental, além de apontar indícios de superfaturamento que podem chegar a R$ 18,2 milhões, resultado de sobrepreço e superdimensionamento de quantitativos no contrato.

Outro ponto crítico destacado pela CGU é que as metas previstas no acordo ultrapassavam em 74% a capacidade operacional do próprio hospital, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade técnica do planejamento apresentado.

O relatório ainda aponta falhas na governança, na supervisão e no controle da execução do contrato, indicando que o Estado não demonstrou fiscalização adequada sobre a aplicação dos recursos públicos.

Diante da gravidade das conclusões, cresce a pressão política e institucional para que as autoridades investiguem responsabilidades dentro da gestão estadual. Nos bastidores da política amapaense, a pergunta já ecoa nos corredores do poder: se as irregularidades são dessa magnitude, haverá responsabilização ou tudo terminará em mais um relatório arquivado?

No Amapá, onde a saúde pública enfrenta filas, cirurgias atrasadas e estrutura precária, a revelação de possíveis milhões desperdiçados ou mal geridos aprofunda a indignação da população.

Enquanto isso, o silêncio de setores do governo apenas aumenta a desconfiança: quem responde por um contrato de R$ 111 milhões cercado de suspeitas? 🚨

você pode gostar

Deixe um comentário