Lar Amapá Quem Vai Derrubar o “Grupo do Atraso” no Amapá?

Quem Vai Derrubar o “Grupo do Atraso” no Amapá?

Cansado de ficar entre os piores no ranking nacional, o estado vive clima de reviravolta. Projeto liderado pelo prefeito Furlan ganha força para desbancar a elite política que governa há três décadas.

por admin
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Um sentimento generalizado de cansaço e a demanda por uma renovação radical em todas as esferas da política e da administração pública marcam a pré-campanha eleitoral de 2026 no Amapá. A população, há décadas submetida aos piores índices nacionais em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança, direciona seu descontentamento para um grupo político que, com diferentes roupagens e alianças, tem dominado o poder estadual nos últimos 30 anos.

Esse estabelecimento, citado por analistas e pela oposição emergente, inclui figuras como o ex-governador e atual ministro Waldez Góes (PDT), os senadores Davi Alcolumbre (União Brasil) e Randolfe Rodrigues (PT), e o atual governador, Clécio Luís (Solidariedade). Apesar de rivais em diversos momentos, esses grupos são apontados por críticos como parte de um mesmo ciclo de gestões que não conseguiu reverter o atraso histórico do estado.

“É o ‘grupo do atraso’”, definem adversários, ressaltando a falta de uma oposição forte e organizada que ameaçasse seriamente esse status que. Agora, no entanto, esse cenário pode mudar. O temor da velha guarda política se materializa em um nome: o prefeito da capital, Antonio Furlan (MDB).

Furlan, à frente da Prefeitura de Macapá nos últimos cinco anos, construiu uma imagem de gestor prático e próximo da população, capitalizando obras e uma comunicação efetiva. Seu nome tornou-se um fenômeno político, transformando-o no principal adversário do governador Clécio Luís, que busca a reeleição.

Pesquisas internas de 2025, indicam uma vontade expressiva do eleitorado por Furlan no Palácio do Setentrião, sugerindo uma “esperança nunca vista na política amapaense”, segundo assessores próximos ao prefeito. A mensagem é clara: o eleitor quer um rosto novo no comando do estado, associado a resultados tangíveis na maior cidade, em contraste com a percepção de estagnação na esfera estadual.

Para consolidar esse projeto de poder, Furlan não está sozinho. Ele articula uma frente ampla de renovação, buscando unir sob sua liderança nomes que rompam com as velhas estruturas. Ao seu lado, já se alinham publicamente o senador Lucas Barreto (PSD), o deputado federal Vinicius Gurgel (PL), a Secretária  e esposa, Dra. Rayssa Furlan, Deputado R,Nelson ( PL) e outros vereadores da base aliada em Macapá.

A estratégia é apresentar-se não como mais uma alternância entre os mesmos grupos, mas como uma opção genuína de substituição de toda uma classe política considerada esgotada. “O povo amapaense quer mudança real, não apenas uma troca de cadeiras entre as mesmas famílias políticas”, afirmou um líder comunitário , sob condição de anonimato.

Do outro lado, a reação começa a se organizar. O governador Clécio Luís tenta reforçar sua gestão e alerta para os riscos de um “projeto personalista”. Já as bases de Waldez, Alcolumbre e Randolfe, ainda influentes em suas respectivas áreas, observam com cautela a ascensão de Furlan , que ameaça redesenhar o mapa político do estado.

A eleição de 2026 no Amapá se configura, portanto, como um plebiscito sobre três décadas de gestão. De um lado, a velha política, com suas redes complexas e alianças às vezes surpreendentes. De outro, um movimento que se vende como a encarnação da renovação, liderado por um prefeito popular que promete espulsar do poder o que chama de “grupo do atraso”. O resultado definirá se o estado, finalmente, embarca em um novo ciclo ou se perpetua no modelo que, segundo pesquisas e o clamor das ruas, já não atende mais aos anseios de seu povo.

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