Lar Amapá A Máquina de Propaganda: Como o Estado Desvia R$ 28 Milhões do Erário para Financiar a Defesa do Governo e Atacar seus Adversários Políticos

A Máquina de Propaganda: Como o Estado Desvia R$ 28 Milhões do Erário para Financiar a Defesa do Governo e Atacar seus Adversários Políticos

A comunicação do governo, que por lei deveria primar pela transparência, pela informação isenta e pelo interesse coletivo, transformou-se em um instrumento caríssimo de propaganda oficial muitas vezes usada para atacar adversários e blindar a gestão.

por admin
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Em um cenário onde hospitais públicos enfrentam falta de insumos, escolas precisam de reparos e a população clama por segurança e infraestrutura, o governo estadual parece ter encontrado sua verdadeira prioridade: alimentar uma máquina milionária de comunicação voltada não para informar, mas para defender o próprio poder.

Dados obtidos pela reportagem revelam que a Secretaria de Comunicação do Estado (SECOM) já consumiu R$ 32.785.836,54 neste ano, sendo que uma fatia escandalosa de 86% desse valor  exatos R$ 28.225.592,51  foi parar nas contas de apenas duas empresas: Grito Propaganda e Nagib Comunicação.

O volume concentrado de recursos em tão poucas mãos levanta suspeitas de direcionamento, favorecimento e uso eleitoreiro do erário. A comunicação pública, que por lei deveria primar pela transparência, pela informação isenta e pelo interesse coletivo, transformou-se em um instrumento caríssimo de propaganda oficial — muitas vezes usada para atacar adversários e blindar a gestão.

O orçamento da SECOM começou 2024 com R$ 36 milhões, recebeu uma suplementação de R$ 7,09 milhões e, em poucos meses, já consumiu R$ 42,5 milhões. Restam menos de R$ 580 mil, enquanto setores essenciais seguem subfinanciados.

Enquanto a comunicação oficial recebe valores capazes de financiar UTIs, equipar escolas ou asfaltar ruas, a população paga a conta duplamente: com serviços públicos precários e com um discurso estatal que parece feito para enganar, e não para explicar.

A pergunta que não cala, e que o governo parece evitar a todo custo, é simples: defender a gestão com dinheiro público é mais importante do que garantir o bem-estar da população?

O silêncio das autoridades diante dessa disparidade de prioridades fala por si — e o que se ouve é o eco de uma administração que prefere investir na própria imagem a investir no povo que a sustenta.

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