Homens e mulheres que arriscaram suas vidas para salvar a dos outros estão, hoje, enfrentando o abandono do próprio Estado que juraram proteger. São mais de 50 bombeiros militares que dedicaram mais de 25 anos de serviço ao Amapá e que, desde 2022, aguardam o pagamento de suas indenizações devidas pela passagem para a reserva.
Os processos, segundo informações de fontes internas, estão prontos na Secretaria de Administração (SEAD) — restando apenas a autorização para pagamento. Mas, enquanto a burocracia emperra, aproximadamente 500 pessoas, entre esposas, filhos e dependentes desses militares, sofrem as consequências diretas dessa negligência administrativa.
Esses valores correspondem a férias e licenças não gozadas durante o período em que estavam na ativa. A legislação garante o pagamento dessas indenizações, mas o governo Clécio Luís segue em silêncio, demonstrando falta de respeito e sensibilidade com quem dedicou a vida ao serviço público e à segurança da população.
Enquanto milhões são destinados a eventos, obras e projetos de visibilidade política, aqueles que suaram e sangraram pelo Estado são deixados de lado, tratados como números em uma planilha esquecida em alguma gaveta da SEAD.
Os bombeiros e suas famílias pedem apenas o que é de direito: respeito, justiça e resposta. O mínimo que se espera de um governo que se diz humano e comprometido com o povo é cumprir a lei e reconhecer o valor de quem deu a vida pelo Amapá.
