Déficit bilionário expõe colapso na gestão financeira do Amapá
Uma denúncia feita na tribuna da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) acendeu um alerta sobre a situação financeira do Estado. Durante o pronunciamento, Deputado R.nelson, afirmou que o governo estadual enfrenta um rombo de quase R$ 5 bilhões, segundo dados do último relatório apresentado pelo parlamentar.
O dado é alarmante. Mesmo com uma receita prevista de R$ 11 bilhões, o Estado estaria encerrando o exercício de 2025 com um déficit sem precedentes — o que coloca em xeque o discurso oficial de desenvolvimento e equilíbrio fiscal propagado pela gestão atual.
“Eu me solidarizo com os servidores que estão sem receber. É uma falta de respeito. O que me preocupa é que o Estado parece estar quebrado”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, o relatório mostra claramente que as contas públicas estão em colapso e que nenhum plano de contingência foi apresentado até agora para reverter o cenário.
Entre as medidas que deveriam ser adotadas, o deputado citou a necessidade de reduzir cargos comissionados e rever investimentos supérfluos, como forma de conter gastos e restabelecer a responsabilidade fiscal.
“Não se vê o governo agir. Nenhuma proposta concreta, nenhuma iniciativa de contenção. E isso é grave, porque estamos a apenas três meses de encerrar o ano. Será que o Estado vai conseguir recuperar R$ 5 bilhões? É difícil acreditar”, reforçou.
O parlamentar também criticou a contradição entre o discurso de crescimento econômico e a realidade orçamentária apresentada pelo próprio governo.
“É preocupante e sensível. O Amapá vive se vendendo como um Estado em desenvolvimento, mas, na prática, demonstra fragilidade nas suas próprias contas. O parlamento precisa cobrar onde está o erro e exigir respostas concretas”, concluiu.
A fala expõe um problema que afeta diretamente a população, principalmente os servidores públicos que estão há meses sem receber e os setores essenciais, como saúde e educação, que sofrem com a falta de repasses.
Com a proximidade do fim do ano e sem ações efetivas, cresce o temor de que o Amapá mergulhe em uma crise fiscal sem precedentes, comprometendo salários, serviços e a credibilidade do governo diante da sociedade.
