Lar Amapá “Me sequestraram”: chefe do Legislativo de Goiás banaliza tortura em trend na internet

“Me sequestraram”: chefe do Legislativo de Goiás banaliza tortura em trend na internet

Para anunciar concurso, deputado Bruno Peixoto encena sendo submetido a afogamento, prática de suplício usada por agentes da ditadura militar. Ação é repudiada por especialistas e vítimas da repressão.

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Por Rodrigo Borges

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado estadual Bruno Peixoto (União-GO), tentou usar as redes sociais de forma inusitada para divulgar a Fundação Getúlio Vargas (FGV) como a instituição vencedora que realizará o concurso público da Casa. A forma que ele escolheu fazer isso é o que esta provocando discussão no estado.

Bruno decidiu seguir uma trend de redes sociais em que uma pessoa simula que foi sequestrada e que é obrigada a dar uma informação. No entanto, o chefe do Legislativo do Estado não entendeu o seu papel de representante público e decidiu entrar na brincadeira com a prática de afogamento realizada na ditadura para fazer o anúncio.

Assembleia Legislativa de Goiás

Depois da polêmica, o deputado se defendeu dizendo que tinha copiado a ideia de um prefeito nas redes sociais e que buscava alcance no vídeo. “Precisei de uma estratégia de marketing para divulgar e atingir um grande número de pessoas. O objetivo foi atingido”, disse. “Um ou outro acaba interpretando de uma maneira diferente do nosso intuito. Peço desculpas se alguém tenha se sentido ofendido”.Assembleia Legislativa de Goiás

Em entrevista à afiliada da TV Globo no estado, Cássio Thyone, membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, disse “nem ele e nem ninguém, precisaria recorrer a algo que nos remete a uma apologia de violência. Quando a gente se utiliza de violência, mesmo com tom humorístico, a gente tem que lembrar que a nossa sociedade é violenta o suficiente”.

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