Morte de vendedor popular expõe falhas no atendimento da Expofeira do Amapá
O falecimento de Roberto Carlos Silva, conhecido nacionalmente pelo bordão irreverente “Água caral… água!”, escancarou uma dura realidade na madrugada desta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, durante a 54ª Expofeira do Amapá, em Macapá.
Roberto Carlos, chamado carinhosamente de “Cariri” ou “Água Crl”, sofreu um infarto fulminante em plena festa, mas o que mais indignou os presentes foi a demora no atendimento médico. Populares que registraram imagens do ocorrido relataram que a assistência demorou preciosos minutos, tempo que poderia ter sido determinante para salvar a vida do vendedor.
A ausência de socorro imediato revoltou quem estava no local e levantou questionamentos sobre a estrutura de saúde preparada pelo Governo do Estado para o maior evento popular do Amapá. “Um absurdo, uma pessoa passando mal e ninguém da organização aparecia para ajudar”, relatou uma testemunha.
Até o momento, o governador Clécio Luís não emitiu qualquer nota oficial sobre o ocorrido, aumentando ainda mais a insatisfação de quem presenciou a tragédia.
Quem era “Cariri”
Roberto Carlos Silva, figura folclórica dos estádios e eventos do Pará, conquistou fãs pela forma espontânea e bem-humorada de vender água. Seu bordão virou símbolo da cultura popular e o acompanhou por décadas, transformando-o em personagem querido, especialmente entre paraenses e amapaenses.
A notícia de sua morte repercutiu fortemente nas redes sociais, gerando comoção e homenagens. Mas, junto à tristeza, cresce a revolta com a falta de preparo e a demora no atendimento de um evento que deveria contar com pronto-socorro eficiente para situações emergenciais.
