Lar Amapá Trump ERROU FEIO! Brasil é PARAÍSO de empresas dos EUA e ninguém contou pra ele

Trump ERROU FEIO! Brasil é PARAÍSO de empresas dos EUA e ninguém contou pra ele

Relatório bombástico expõe: 4.600 subsidiárias americanas operam aqui, país é 13º no ranking global, mesmo com discurso anti-Brasil

por admin
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Apesar do discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre barreiras comerciais e discriminação contra empresas americanas no Brasil, os números revelam uma realidade mais complexa. O país ocupa atualmente a 13ª posição global entre os que mais abrigam subsidiárias controladas por empresas dos Estados Unidos, segundo levantamento da Moody’s Analytics encomendado pela Folha de S.Paulo.

O estudo, que abrange 178.681 subsidiárias com ao menos 25% de participação acionária americana, mostra que o Brasil conta com 4.686 subsidiárias de empresas americanas, superando até o México, parceiro histórico dos EUA, que figura na 15ª posição com 4.233 subsidiárias.

A relevância do dado contrasta com a retórica adotada por Trump e por representantes do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que recentemente abriram uma investigação formal contra o Brasil sob a chamada seção 301. O procedimento ocorre após a imposição de uma sobretaxa de 50% sobre as importações brasileiras, anunciada por Trump como resposta à suposta perseguição política a Jair Bolsonaro.

Embora o tarifaço tenha motivação abertamente política, a investigação da seção 301 tem caráter técnico e pode gerar sanções mais duradouras, ao considerar barreiras não tarifárias como entraves regulatórios, ambientais e até a pirataria — como a registrada na rua 25 de Março, em São Paulo.

Brasil também tem forte presença de empresas americanas de grande porte

O crescimento da presença americana no Brasil também é visível entre empresas de maior porte. De acordo com o Bureau of Economic Analysis (BEA), dos EUA, o número de subsidiárias com faturamento líquido anual superior a US$ 25 milhões passou de 638 em 2009 para 1.044 em 2022 — um aumento de 63,7%. A expansão, inclusive, ganhou força durante o governo Dilma Rousseff (PT), com um salto expressivo entre 2013 e 2014.

Já sob Bolsonaro, que promoveu um alinhamento diplomático explícito com Trump, o número também cresceu, embora de forma mais tímida. Mesmo assim, os dados indicam que a dificuldade de operar no Brasil não foi um impeditivo para o avanço das empresas americanas no país.

Empresariado paulista

O tema ganhou nova visibilidade após reunião entre o encarregado de negócios da embaixada americana, Gabriel Escobar, e empresários paulistas, promovida pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apadrinhado por Bolsonaro e cotado para disputar a Presidência em 2026, Tarcísio tenta se posicionar como interlocutor pragmático, em meio às tensões diplomáticas e à crise interna da direita.

Enquanto isso, a ala bolsonarista oscilou entre criticar e apoiar o governador, evidenciando o racha político na oposição ao governo Lula.

Mesmo após a imposição de medidas restritivas a Bolsonaro na sexta-feira (18), Tarcísio voltou a defender o ex-presidente, mas manteve distância calculada de Trump — sinalizando que, no xadrez eleitoral, a economia e o pragmatismo seguem pesando mais que a lealdade ideológica.

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