O governo do Amapá, liderado por Clécio Luís, parece lançou mão na velha cartilha eleitoral: obras a toque de caixa no verão, às vésperas da eleição. Com o apoio de velhos conhecidos da política amapaense, como Waldez Góes (PDT) e Randolfe Rodrigues (PT), o grupo batizado popularmente como “Turma da Harmonia” tenta a todo custo reverter a crescente rejeição popular com a promessa de entregas em 2025.
O plano é claro: transformar o verão de 2025 em um canteiro de obras para tentar recuperar o terreno perdido nas ruas, nas comunidades e, sobretudo, nas pesquisas de opinião. Mas o povo parece mais atento do que nunca. A estratégia de acelerar investimentos apenas no período pré-eleitoral está sendo vista com desconfiança e com razão.
Enquanto isso, quem ganha força é o prefeito de Macapá, Dr. Antônio Furlan (MDB), que tem se destacado por uma gestão ativa, de domingo a domingo, com ordens de serviço, entregas de obras e presença constante nas comunidades. Um modelo de gestão que foge do script da velha política e tem conquistado a confiança da população.

As pesquisas de consumo interno são alarmantes para o Palácio do Setentrião: o nome de Furlan cresce vertiginosamente como alternativa segura para o governo estadual em 2026. E com isso, cresce também o medo dentro do próprio governo Clécio de que lideranças políticas abandonem o barco e migrem para o lado do prefeito da capital, reconhecendo sua força eleitoral.

O verão chegou, as máquinas foram para as ruas, mas a pergunta continua ecoando entre os amapaenses: será que ainda cola essa estratégia de obras eleitoreiras? Ou o Amapá está, enfim, virando a página da velha política?
