Lar Amapá Cooperativa PROSSEG é acusada de descontos indevidos e apropriação indébita por vigias no Amapá

Cooperativa PROSSEG é acusada de descontos indevidos e apropriação indébita por vigias no Amapá

Profissionais denunciam retenção ilegal de 18,55% em taxas administrativas sem autorização e falta de repasse do INSS descontado nos contracheques. Cooperados exigem devolução imediata dos valores e ameaçam medidas judiciais.

por admin
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Cooperativa PROSSEG é acusada de descontos indevidos e apropriação indébita por vigias no Amapá

Profissionais denunciam retenção ilegal de 18,55% em taxas administrativas sem autorização e falta de repasse do INSS descontado nos contracheques. Cooperados exigem devolução imediata dos valores e ameaçam medidas judiciais.

Macapá, 23 de junho de 2025 – A Cooperativa de Trabalho dos Profissionais Autônomos da Área de Segurança do Estado do Amapá – PROSSEG está no centro de uma grave denúncia feita por seus próprios cooperados, que alegam estarem sendo vítimas de práticas abusivas e ilegais dentro da organização. Em documento assinado coletivamente, os trabalhadores exigem esclarecimentos e a devolução de valores descontados sem autorização.

Segundo os cooperados, a PROSSEG estaria aplicando um desconto de 18,55% a título de “Taxa de Administração”, sem qualquer consentimento prévio dos profissionais. O valor, considerado abusivo, não teria respaldo contratual nem transparência quanto ao destino dos recursos. “Esses descontos nunca foram autorizados por nós. Queremos saber com base em que fundamento eles foram feitos, qual o período de cobrança e quanto foi subtraído de cada um”, afirmam os vigias no documento.

Ainda mais grave, os cooperados apontam que a cooperativa estaria descontando mensalmente valores relativos ao INSS, mas não repassando esses recursos ao órgão competente, o que pode configurar o crime de apropriação indébita, previsto no Código Penal. “Queremos saber se esses valores foram quitados posteriormente e, se sim, com que recursos, já que já tinham sido descontados dos nossos pagamentos”, pontuam os trabalhadores.

Diante das irregularidades denunciadas, os cooperados exigem a devolução imediata dos valores cobrados indevidamente, no prazo máximo de 48 horas. Em caso de negativa por parte da cooperativa, os profissionais afirmam que irão ingressar com ações judiciais cabíveis para reparação dos danos sofridos.

A reportagem buscou contato com representantes da PROSSEG, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. O caso lança mais uma sombra sobre a fragilidade de algumas cooperativas no estado e reforça a necessidade de fiscalização mais rígida sobre essas entidades, que deveriam, em tese, proteger os direitos de seus próprios membros – e não agir contra eles.

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