NOTA DE REPÚDIO: Sindicato acusa governo de negar reajuste e ampliar perdas de servidores da saúde no Amapá
O Sindesaúde-AP elevou o tom contra o Governo do Estado após a confirmação de que a data-base de 2026 não será cumprida. Segundo a entidade, esta é a segunda vez consecutiva que os profissionais da saúde ficam sem o reajuste anual, aprofundando perdas salariais em meio à inflação acumulada.
Em nota pública, o sindicato contesta a versão oficial de que já haveria recomposição salarial garantida até 2027. Para o Sindesaúde, a alegação “não se sustenta”, já que a Lei nº 3.284/2025 trata apenas de realinhamento, e não de reajuste. Na prática, diz a entidade, o que está sendo pago é a devolução parcelada de valores retirados anteriormente — e não aumento real nos vencimentos.
A distinção é central no embate: enquanto o realinhamento corrige distorções passadas, o reajuste da data-base representa a reposição inflacionária necessária para manter o poder de compra dos servidores. É justamente esse segundo ponto que, segundo o sindicato, o governo se recusa a cumprir.
Outro foco de crítica é a condução das negociações. O Sindesaúde afirma ter sido excluído das tratativas e acusa o Executivo de firmar acordos “a portas fechadas” com entidades sem representatividade majoritária. Para a direção sindical, qualquer pacto firmado nessas condições carece de legitimidade.
Diante do cenário, a entidade exige o pagamento imediato das datas-bases de 2025 e 2026, além da recomposição das perdas históricas acumuladas pela categoria. O discurso também busca mobilizar os trabalhadores, com alertas sobre desinformação e críticas diretas à narrativa oficial.
O embate expõe mais um capítulo da tensão entre servidores da saúde e o governo estadual, com potencial de ampliar a pressão política e sindical nos próximos meses.
