A conta de luz vai subir de novo. E não é pouca coisa. Enquanto a prefeitura mexe na taxa de iluminação pública (COSIP) e o estado, por meio da CEA Equatorial, prepara um reajuste de até 14,5%, o amapaense segue pagando caro por um serviço que falha justamente quando mais precisa.
É o velho roteiro que se repete: aumenta a cobrança, mas não melhora a entrega. Pelo contrário. Quedas constantes de energia, oscilações, prejuízos dentro de casa e no comércio e nenhuma resposta concreta para quem banca essa conta todo mês.
Na capital, a gestão de Dalua atualiza taxas com o discurso de “correção” e “modernização”. No estado, a Equatorial empurra mais um aumento goela abaixo, mesmo diante de um histórico recente de apagões e serviço questionado pela população. Resultado: o bolso do cidadão vira alvo dos dois lados.
E o mais revoltante: o Amapá produz e exporta energia. Ainda assim, quem mora aqui vive no escuro literal e financeiramente. Paga caro por um serviço instável e ainda precisa ouvir promessa de melhoria que nunca chega.
A população já começou a cobrar explicações. E com razão. Porque não dá mais pra aceitar aumento atrás de aumento enquanto a qualidade continua lá embaixo.
No fim das contas, a realidade é simples e dura:
a conta sobe… e a luz some.
