CASO SAI DO FEDERAL, MAS NÃO FOI ARQUIVADO: MP APURA INVESTIGAÇÃO SOB SIGILO NO AMAPÁ
Declínio de competência não encerra apuração enquanto isso, versões públicas entram em choque com os fatos oficiais
Diferente do que vem sendo divulgado publicamente por alguns dos citados, o procedimento que apura movimentações financeiras suspeitas no Amapá não foi arquivado. O que ocorreu, na prática, foi um declínio de atribuição do Ministério Público Federal (MPF) para o Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) medida técnica que mantém a investigação ativa.

Documentos oficiais mostram que o caso teve origem a partir de um relatório do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), indicando possíveis indícios de lavagem de dinheiro envolvendo diversos nomes.
O documento cita diretamente nomes envolvidos nas suspeitas, entre eles:
- Renivaldo Nascimento da Costa
- Cleia Gonçalves Duarte
- Leni Duarte Duarte
- Nathalia Teixeira Ramos
- Pedro dos Santos Martins
- Salmo Junior Pereira Lima
Ou seja: não é boato, não é bastidor está no papel oficial.

Inicialmente sob análise federal, o procedimento foi posteriormente encaminhado à esfera estadual após avaliação de competência.
Mas o que isso significa na prática?
O chamado “declínio de atribuição” ocorre quando o MPF entende que não há elementos suficientes que caracterizem interesse direto da União, como uso de recursos federais ou envolvimento de órgãos federais. Nesses casos, a investigação é remetida ao Ministério Público Estadual, que passa a conduzir os desdobramentos.
Ou seja: não é arquivamento, é transferência de responsabilidade.
Apesar disso, declarações recentes feitas por Pedro Martins (Dalua) e Renivaldo Costa, em reunião com a imprensa, apontaram que o caso teria sido encerrado versão que não encontra respaldo nos registros oficiais.
Pelo contrário.
O procedimento segue em andamento, sob status de sigilo, tramitando na 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Macapá, o que indica que diligências e análises ainda estão sendo realizadas.

Outro ponto relevante:
O fato de o caso ter origem em comunicação do COAF reforça que não se trata de uma apuração comum, mas de movimentações consideradas atípicas pelos órgãos de controle financeiro.
E o sigilo?
A restrição de acesso aos detalhes impede a divulgação de informações mais profundas neste momento, mas também evidencia que a investigação ainda está em fase sensível.
NARRATIVA X DOCUMENTO
A divergência entre o que foi dito publicamente e o que consta nos autos levanta questionamentos importantes:
- Por que tratar como “arquivado” algo que segue em tramitação?
- A quem interessa antecipar um desfecho que não ocorreu?
- E principalmente: o que ainda pode surgir com o avanço das investigações?
RESUMO DOS FATOS
- Caso teve origem em relatório do COAF
- Começou no Ministério Público Federal
- Foi transferido ao MP do Amapá por questão de competência
- Não foi arquivado
- Segue em andamento e sob sigilo
Enquanto versões tentam encerrar o assunto, os documentos oficiais mostram outra realidade: o caso continua vivo e longe de uma conclusão.
O Bambam News segue acompanhando cada etapa. Porque, no Amapá, quando dizem que acabou… geralmente ainda está só começando.
