Nos bastidores do governo do Amapá, um grupo institucional de WhatsApp ligado à Secretaria de Educação tem levantado fortes questionamentos sobre o uso político da máquina pública. O grupo teria como administrador Dejalma Espírito Santo, atual Secretário de Estado de Mobilização e Participação Popular e homem de confiança do governador Clécio Luís.
Segundo informações que circulam nos bastidores da política local, o espaço que deveria servir para comunicação institucional estaria sendo utilizado para disseminar conteúdos e informações com o objetivo de atacar politicamente o prefeito de Macapá e pré-candidato ao Governo do Estado, Antônio Furlan.
Fontes relatam que o grupo tem sido alimentado constantemente com mensagens e materiais voltados a desgastar a imagem de Furlan no cenário político estadual. A situação levanta um alerta grave: quando canais ligados ao governo passam a ser usados para articulações políticas e ataques a adversários, a linha entre comunicação pública e militância partidária praticamente desaparece.
Nos bastidores, a avaliação é dura. Para críticos do governo, a movimentação revela uma gestão acuada e desgastada, que em vez de apresentar resultados concretos à população, passa a investir energia em campanhas de desgaste contra adversários políticos.
A tentativa de usar estruturas institucionais para alimentar ataques nas redes e grupos internos expõe um ambiente de tensão e fragilidade dentro do governo estadual. Para analistas, quanto mais a disputa política se antecipa, mais evidentes ficam os sinais de um governo que parece perdido no próprio jogo de poder.
Nos corredores da política amapaense, a leitura já começa a circular: quando a máquina pública entra em campo para atacar adversários, pode ser sinal de que o desgaste político já chegou antes mesmo da eleição.
