Lar Amapá O Preço do Poder: Como a Esquerda Governou o Amapá por 30 Anos e Deixou o Estado Isolado

O Preço do Poder: Como a Esquerda Governou o Amapá por 30 Anos e Deixou o Estado Isolado

Ilha Logística : Com a ponte do Jari e a BR-156 como exemplos máximos, o estado rico em potencial segue pobre em oportunidades e conexões.

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Créditos ; Gama Tavares Repórter na empresa portal regional

Amapá: a contradição entre o discurso e a realidade concreta

Por quase três décadas, o Amapá viveu sob a gestão de governos alinhados à esquerda e à centro-esquerda. Um período longo o suficiente para transformar o estado em modelo de desenvolvimento, infraestrutura e integração regional. A narrativa política prometia inclusão, progresso social e transformação. No entanto, a realidade que se impõe ao viajar pelas estradas, tentar cruzar o Rio Jari ou acompanhar o transporte de cargas é de abandono, obras paralisadas e um isolamento histórico que teima em persistir.

O contraste entre o discurso e a prática nunca foi tão evidente. Enquanto sucessivos governos investiram em retórica ideológica e construíram bases políticas sólidas, falharam de forma recorrente no básico: garantir mobilidade, concluir obras estratégicas e criar condições reais para o desenvolvimento econômico. O resultado é um estado estrategicamente localizado, rico em biodiversidade e potencial logístico, mas pobre em oportunidades, travado pela falta de infraestrutura e pela dependência crônica do governo federal.

Obras-símbolo do descaso: a ponte sobre o Rio Jari e a BR-156

A ponte sobre o Rio Jari é talvez o exemplo mais emblemático do fracasso administrativo dessas décadas. Planejada e anunciada há mais de 20 anos, a obra nunca saiu do campo das prioridades políticas para se tornar realidade. Até hoje, o fluxo de pessoas e mercadorias entre o Amapá e o restante do Brasil depende de balsas lentas e inseguras, encarecendo produtos, limitando o crescimento e mantendo o estado em uma espécie de “ilha logística”.

Não muito diferente é a situação da BR-156, rodovia vital que corta o estado de sul a norte e é fundamental para o escoamento da produção e a integração territorial. Apesar de sucessivas promessas de pavimentação total e modernização, a estrada permanece com trechos intransitáveis, obras que andam a passos lentos e prazos que se renovam a cada ciclo eleitoral. Transformada em um canteiro de obras eterno, a BR-156 virou instrumento de propaganda, mas nunca de progresso efetivo.

Falta de planejamento ou prioridade política?

Esses atrasos não são obra do acaso. Refletem, sim, uma cultura política que privilegiou o curto-prazismo, a dependência de verbas federais e a manutenção do poder em detrimento de um projeto estratégico para o estado. Em quase 30 anos, houve tempo, mandatos, recursos e controle da máquina pública para mudar o Amapá. A ausência de resultados concretos evidencia uma gestão desconectada das reais necessidades da população.

O estado que poderia ser uma porta de entrada para o Caribe e um eixo logístico fundamental para o Norte do Brasil segue à margem do desenvolvimento nacional. Enquanto outros estados avançaram em infraestrutura e atração de investimentos, o Amapá permaneceu refém de ciclos políticos que já demonstraram sua incapacidade de cumprir promessas.

Chega de desculpas, é hora de mudança

O povo amapaense merece mais do que narrativas repetidas. Merece pontes que liguem, estradas que integrem e um futuro que não dependa de balsas ou de paciência infinita. Após três décadas sob o mesmo espectro político, não há mais justificativas que sustentem a continuidade de um projeto que não entregou o essencial.

O Amapá precisa romper com esse ciclo e buscar novos caminhos – menos ideológicos e mais pragmáticos –, capazes de transformar seu potencial geográfico e natural em progresso real para sua gente. O momento é de exigir obras concluídas, gestão eficiente e, acima de tudo, respeito a quem sempre esperou por dias melhores.

Texto escrito por um amapaense que vive na pele o peso do atraso e acredita que o estado pode muito mais.

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