O anúncio dos shows nacionais para o Réveillon de 2026 do Governo do Amapá, feito recentemente pelo governador Clécio Luís, abriu uma série de questionamentos que o Palácio do Setentrião ainda não respondeu.
Na lista estão nomes de peso como Anitta e Chitãozinho & Xororó, atrações que tradicionalmente envolvem cifras milionárias. O ponto que chama atenção é o caso da cantora Anitta. Em entrevistas públicas, a artista já deixou claro que não aceita cachê pago com recursos públicos, posição reafirmada na cidade de natal, onde recusou esse tipo de pagamento. Diante disso, surge a pergunta central: se não é dinheiro público, quem vai bancar o show de Anitta no Amapá? Enquanto o governo silencia, outros elementos do tabuleiro político empresarial começam a aparecer.

O cantor Xand Avião, que também integra o circuito de grandes eventos no estado, é embaixador da empresa de apostas 7K, uma das patrocinadoras de eventos de grande porte no país. A mesma empresa aparece como apoiadora da programação de Réveillon no Amapá, com o respaldo político do senador Davi Alcolumbre. Xand Avião mantém ainda relação próxima com o empresário Kleriston Pontes, citado publicamente por Beto Louco, figura conhecida nos bastidores políticos e empresariais. Ambos, Xand e Kleriston, participaram de um almoço reservado na chácara do senador Davi Alcolumbre, no Distrito da Pedreira, em Macapá, durante a programação da Expofeira do Amapá encontro que reforça a proximidade entre artistas, empresários e lideranças políticas.

No meio desse cenário, permanece a dúvida que ecoa nas ruas e nas redes sociais: Os shows de Anitta e de Chitãozinho & Xororó serão pagos por patrocinadores privados? Haverá renúncia fiscal, contrapartidas do Estado ou uso indireto de recursos públicos? Qual é exatamente o papel da empresa 7K e dos apoios políticos envolvidos? O Réveillon do Governo do Amapá promete ser grandioso no palco, mas nos bastidores levanta questionamentos que exigem transparência.

Quando artistas afirmam não aceitar dinheiro público, a sociedade tem o direito de saber quem está pagando e quais interesses estão por trás do espetáculo. O Bambam News segue acompanhando e cobrando respostas claras. O dinheiro pode não aparecer no contrato, mas sempre deixa rastros.

