Um vídeo do senador Lucas Barreto (PSD-AP), defendendo a exploração de petróleo na costa do Amapá, durante discussão com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, viralizou nas redes sociais. O registro, feito em maio durante reunião da Comissão de Infraestrutura do Senado, ultrapassou 700 mil visualizações no Instagram e acumula 46 mil curtidas, além de milhares de comentários divididos entre críticas e apoios.
No vídeo, Barreto argumenta que o Amapá, estado com 78% de seu território preservado, já cumpriu sua parte na proteção ambiental e que é possível aliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade. “Não podemos ficar reféns de um discurso que impede o progresso. Temos potencial para explorar nossos recursos com responsabilidade, gerando emprego e renda”, afirmou o parlamentar, diante da ministra, conhecida por sua postura contrária à expansão de atividades petrolíferas em áreas sensíveis.
A fala do senador reacendeu o debate sobre os impactos ambientais versus necessidades econômicas no Amapá, estado com um dos menores PIBs do país. Defensores do projeto destacam a possibilidade de investimentos em infraestrutura e royalties, enquanto ambientalistas alertam para riscos a ecossistemas costeiros e à vida marinha.
Marina Silva, que não se manifestou diretamente sobre o vídeo, já afirmou em outras ocasiões que o governo priorizará fontes renováveis de energia, mas não descarta análises técnicas para projetos de exploração.
Repercussão nas redes
Nas redes sociais, a publicação no perfil de Barreto. Alguns usuários elogiaram a defesa do “progresso para o Amapá”, Já apoiadores rebatem: “O Amapá não pode ficar pobre em nome da agenda climática global”.
O senador, que já debateu o tema no plenário do Senado, prometeu divulgar estudos sobre os benefícios econômicos da exploração, mas não mencionou prazos.
Contexto
O Amapá está no centro de disputas sobre licenças ambientais para pesquisa de petróleo na Foz do Amazonas, região cobiçada por multinacionais, mas com vetos do Ibama em 2024 sob alegação de riscos ambientais. A discussão no Congresso estão avançando .
O navio sonda, o ODN II, chegou à costa do Amapá para iniciar pesquisas de petróleo na bacia da Foz do Rio Amazonas. O navio já passou por vistoria e remoção de coral-sol, espécie invasora, e aguarda a liberação da Avaliação Pré-Operacional (APO) pelo Ibama para iniciar as perfurações. A APO é uma simulação de derramamento de óleo para testar a capacidade de resposta da Petrobras.
Com informações do Senado Federal e redes sociais.
(Créditos da imagem: reprodução/Instagram @lucasbarretoap)
