Fake news: não houve veto total a projeto sobre espaços sensoriais para crianças autistas em Macapá
Prefeitura afirma que proposta foi apenas retirada de pauta e que veto foi parcial, desmentindo acusações nas redes sociais
Circula nas redes sociais e em portais locais a informação de que o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, teria vetado por completo o Projeto de Lei do vereador Patrick Monte (MDB) que cria espaços sensoriais para crianças autistas na capital. A narrativa, no entanto, é falsa.
De acordo com a Prefeitura, o projeto não foi vetado integralmente — ele foi apenas retirado de pauta para ajustes, e o veto ocorrido foi parcial, sem inviabilizar a proposta.
A gestão do prefeito Furlan reforça que, ao contrário do que sugerem as publicações, a Prefeitura tem um histórico de ações robustas na inclusão e no atendimento especializado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os avanços estão:
Programa TEAtendemos, que já atendeu mais de 10 mil crianças com neuropediatras, garantindo laudos e acompanhamento na rede municipal;
2 unidades da Clínica Escola Coração Azul, referência no atendimento de pessoas com TEA;
Construção de mais de 100 salas adaptadas nas escolas para educação especial;
Inclusão de 100% dos alunos com deficiência nas matrículas da rede municipal;
Atuação de médicos especializados no TEA no Instituto Municipal de Políticas de Educação (IMPE).
A Prefeitura lembra ainda que já existem mais de 100 salas nas escolas para atendimento especial, estrutura que atende diretamente alunos com necessidades específicas.
o vereador autor do projeto não conhece a realidade das escolas municipais, nunca fez uma visita técnica e nunca estudou em escolas públicas, o que demonstra desconhecimento da estrutura já existente.
Além disso, o trabalho desenvolvido pelo município conta com uma equipe multiprofissional formada por neuropediatras, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros especialistas, apoiados por profissionais de suporte. O projeto também oferece exames como BERA, tomografia computadorizada e eletroencefalograma, garantindo diagnóstico e acompanhamento de forma gratuita e acessível.
A Prefeitura lamenta que informações distorcidas sobre o tema estejam sendo usadas para atacar a gestão e ressalta que continuará ampliando políticas públicas voltadas à inclusão, sem prejuízo a projetos que beneficiem pessoas com TEA.
