Lar Amapá Verba da pavimentação pode ter sido usada para pagar propina a deputados no Amapá

Verba da pavimentação pode ter sido usada para pagar propina a deputados no Amapá

Documentos revelam que emendas do orçamento secreto, articuladas por Davi Alcolumbre e registradas em nome de assessores e aliados, abasteceram contratos suspeitos de superfaturamento e corrupção.

por admin
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Verba da pavimentação pode ter sido usada para pagar propina a deputados no Amapá

Documentos revelam que emendas do orçamento secreto, articuladas por Davi Alcolumbre e registradas em nome de assessores e aliados, abasteceram contratos suspeitos de superfaturamento e corrupção.

A destinação de R$ 100 milhões em recursos públicos para obras de pavimentação no Amapá está sob suspeita de desvio e pagamento de propina a deputados estaduais e federais. Parte do dinheiro foi viabilizada por emendas do chamado “orçamento secreto”, articuladas pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), mas registradas em nome de terceiros — como o ex-secretário estadual de transportes e o próprio ex-governador Waldez Góes.

Segundo investigações e documentos divulgados, Alcolumbre usou ofícios encaminhados por aliados para mascarar a origem das emendas, que acabaram direcionadas para empresas ligadas a seus suplentes. Uma dessas obras, a modernização da Rodovia Josmar Pinto, foi orçada em R$ 58,7 milhões. A suspeita é de que parte desses valores estaria sendo desviada para pagamento de vantagens indevidas a parlamentares locais.

A estratégia de cadastrar “usuários externos” — prefeitos, assessores e secretários que não têm prerrogativa legal para indicar recursos — tem sido usada para burlar o controle do Congresso e manter o sigilo sobre os verdadeiros autores das emendas. O caso está na mira de órgãos de controle (Ministério Público,Tribunal de Contas, Procuradoria Geral da República e Polícia Federal) e pode gerar desdobramentos no Supremo Tribunal Federal.

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