Lar Amapá O Império do Asfalto: Grupo da Harmonia domina contratos milionários no DNIT, CODEVASF e SETRAP

O Império do Asfalto: Grupo da Harmonia domina contratos milionários no DNIT, CODEVASF e SETRAP

Empresas ligadas a Breno Barbosa, sobrinho de Josmar Pinto, concentram contratos públicos de pavimentação e pontes no Amapá; PF, MPF e MP investigam suspeitas de fraudes e conluios

por admin
0 comentário

O Império do Asfalto: Grupo da Harmonia domina contratos milionários no DNIT, CODEVASF e SETRAP

Empresas ligadas a Breno Barbosa, sobrinho de Josmar Pinto, concentram contratos públicos de pavimentação e pontes no Amapá; PF, MPF e MP investigam suspeitas de fraudes e conluios

As engrenagens da pavimentação no Amapá giram em torno de um núcleo empresarial bem conhecido nos bastidores do poder: o Grupo da Harmonia. As empresas LB Construções Ltda e Construtora e Reflorestadora Rio Pedreira, de propriedade do empresário Breno Barbosa Chaves Pinto, sobrinho do falecido empresário Josmar Pinto, concentram boa parte dos contratos milionários de obras públicas nos principais órgãos de infraestrutura do estado — DNIT, CODEVASF e SETRAP.

Os contratos envolvem serviços de manutenção, asfaltamento de rodovias e ruas, além da construção de pontes de madeira e concreto em diversas regiões. Apesar de não ser uma novidade a atuação dessas empresas no setor, os valores expressivos e a frequência com que vencem licitações têm despertado atenção de autoridades e da opinião pública.

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Amapá (MP-AP) e a Polícia Federal estão em campo apurando indícios de fraude em processos licitatórios, direcionamento de contratos e formação de conluio entre empresas, servidores públicos estaduais e prefeituras.

Fontes próximas às investigações apontam para um sistema organizado de favorecimento, em que contratos são montados sob medida para determinados grupos empresariais. A relação familiar entre Breno Barbosa e Josmar Pinto, figura histórica da construção civil local, reforça os laços entre os interesses empresariais e a velha guarda política do estado.

A chamada “indústria do asfalto” se tornou um campo fértil para negócios suspeitos e enriquecimento acelerado de grupos ligados ao poder. O nome “Harmonia”, embora remeta à aliança política que marcou época no Amapá, segue como um símbolo das estruturas que ainda moldam o destino dos recursos públicos no estado.

As investigações ainda estão em curso, mas os elementos levantados até agora sugerem um esquema robusto e coordenado, que pode ter causado prejuízos milionários aos cofres públicos. A população, por sua vez, segue enfrentando estradas esburacadas, obras inacabadas e contratos que beneficiam sempre os mesmos.

você pode gostar

Deixe um comentário