Mais uma vez, a Caixa Econômica Federal se torna protagonista de um episódio lamentável no Amapá. A instituição bancária rejeitou, por duas vezes consecutivas, a ordem de pagamento enviada pela Prefeitura de Macapá no último dia 30 de junho, impedindo que os servidores públicos municipais recebessem seus vencimentos e férias de forma regular. A justificativa? “Problemas técnicos no sistema”.
A repetição do problema levanta um alerta: até que ponto os “problemas técnicos” da Caixa no Amapá são apenas falhas operacionais ou refletem descaso com a população local?
O fato é que os servidores foram diretamente prejudicados e ficaram sem receber em pleno final de mês, o que compromete planejamento familiar, quitação de dívidas e, em muitos casos, até alimentação. A Prefeitura afirma que a remessa bancária foi autorizada e reenviada conforme orientação do próprio banco, mas novamente rejeitada.
Esse episódio soma-se a outro escândalo envolvendo a Caixa no estado: o vergonhoso adiamento da entrega do Residencial Janary Nunes, um conjunto habitacional aguardado por milhares de famílias. Previsto inicialmente para 2024, o residencial agora só será entregue — segundo o novo cronograma — em março de 2026, com quase dois anos de atraso.
A Caixa Econômica, que deveria estar a serviço do povo, tem colecionado episódios de lentidão, falhas e desorganização no Amapá. Pior: o silêncio da superintendência regional diante dos transtornos vividos por servidores e famílias aguardando moradia só alimenta a desconfiança sobre os critérios e prioridades da instituição.
A politização da gestão da Caixa no estado já começa a ser questionada por lideranças locais, que apontam para um tratamento desigual quando se trata de compromissos assumidos com o povo amapaense.
Enquanto isso, os servidores esperam que, desta vez, a promessa de pagamento na terça-feira (01) realmente se cumpra. E a população do Amapá espera que a Caixa Econômica comece, de fato, a tratar o estado com o respeito que merece.
