Não é falta de apoio. Não é falta de estrutura. E definitivamente não dá mais pra dizer que é perseguição política.
O governador Clécio Luís tem, ao seu lado, um verdadeiro “combo de poder”: dois senadores, sete deputados federais, 22 deputados estaduais, um ministro de Estado e alinhamento direto com o presidente Lula. Um cenário que qualquer gestor sonharia ter.

Mas a pergunta que ecoa nas ruas é simples e incômoda: cadê as entregas?
A BR-156 continua sendo um símbolo histórico de abandono. A ponte sobre o rio Jari segue como promessa arrastada no tempo. E a Perimetral Norte permanece no campo dos discursos, longe de virar realidade para quem depende de infraestrutura de verdade.

Com tanto apoio político concentrado, a expectativa era de avanço acelerado. O que se vê, no entanto, é a sensação de estagnação e de que o Amapá segue esperando por obras que já deveriam estar concluídas há anos.
Nos bastidores, aliados evitam falar em frustração. Já a população começa a perder a paciência.

Porque quando se tem tudo apoio, articulação e acesso e ainda assim nada anda, o problema deixa de ser externo.
E passa a ser de gestão.
Diante disso, cresce o sentimento nas ruas: será que já não está na hora de cobrar mudança de rumo?
