Lar Amapá Com aval da gestão DaLua, CIPEMAC entrega R$ 140 milhões a empresas de fora e acende revolta no setor local

Com aval da gestão DaLua, CIPEMAC entrega R$ 140 milhões a empresas de fora e acende revolta no setor local

Entre a criação da CIPEMACH e a assinatura milionária, o timing acelerado acende alerta: decisão técnica ou estratégia política?

por admin
0 comentário

R$ 140 milhões no apagar das luzes? Contrato da CIPEMAC é assinado antes de “super companhia” sair do papel e levanta suspeitas

Enquanto a Câmara Municipal de Macapá aprovava, sem grande resistência, o PLC nº 004/2026, criando a chamada “super companhia” CIPEMACH, um movimento silencioso já corria nos bastidores da prefeitura.

No dia 24 de março de 2026, a ainda existente CIPEMAC assinou a homologação de um contrato de R$ 140,7 milhões para obras de macrodrenagem do Canal do Beirol.

Coincidência? Ou pressa estratégica?


Assinou como CIPEMAC… mas a CIPEMACH já estava vindo aí

O ponto que chama atenção não é apenas o valor milionário mas o timing da assinatura.

De um lado:

A Câmara aprovando a transformação da estrutura

Criação da CIPEMACH com poderes ampliados

Do outro:

Um contrato gigantesco sendo fechado ainda sob a antiga estrutura (CIPEMAC)

E a pergunta inevitável surge:

Por que assinar antes da nova estrutura entrar oficialmente em vigor?


Legal pode ser… mas levanta suspeita

Tecnicamente, a administração pública permite a continuidade de contratos mesmo com mudanças de órgão.

Ou seja:
O contrato pode ser legal
Mas o contexto levanta questionamentos legítimos

Especialistas costumam observar que, nesses casos, o problema não é apenas jurídico — é administrativo e político:

  • Houve pressa para “carimbar” o contrato antes da mudança?
  • A nova estrutura herdaria decisões já tomadas?
  • Isso evitou maior controle ou debate sobre o contrato?

Política e dinheiro andando juntos

A transformação da CIPEMAC em uma “super companhia” não aconteceu isoladamente e muito menos sem contexto político.

Enquanto o projeto avançava na Câmara, o deputado federal Acácio Favacho articulava em Brasília, fortalecendo agenda junto ao Ministério das Cidades dentro do programa Habita Amapá.

Ou seja:
Estrutura nova sendo criada
Recursos federais em jogo
E contratos milionários sendo assinados no meio da transição


Quem levou

O contrato foi firmado com o Consórcio Canal Beirol, formado por duas empresas de fora do estado:

DP Barros Pavimentação e Construção LTDA

Carrera Miguel Construções LTDA

 Valor total: R$ 140.767.256,82


 A pergunta que não quer calar

Não dá pra ignorar o cenário:

Mudança estrutural + contrato milionário + timing acelerado

E isso leva à pergunta central:

Foi apenas coincidência administrativa ou estratégia para garantir decisões antes da nova engrenagem entrar em funcionamento?


 Quando o jogo é grande, o silêncio preocupa

Em contratos dessa magnitude, o mínimo esperado é transparência absoluta.

Porque quando R$ 140 milhões são assinados no meio de uma mudança estrutural, não basta estar dentro da lei tem que estar acima de qualquer dúvida.

você pode gostar

Deixe um comentário