A presidente da Executiva Municipal da Educação de Macapá, Cleiziane Miranda, passou a divulgar nas redes sociais que o reajuste de 15% concedido recentemente seria o “maior reajuste” da categoria. A afirmação, no entanto, tem sido contestada por profissionais da própria educação e levanta questionamentos sobre possível manipulação de narrativa.
Isso porque os dados recentes da própria gestão municipal mostram um cenário bem diferente do que está sendo vendido como “marco histórico”.
Os números que não aparecem na propaganda:
- Em 2021, profissionais da educação receberam um reajuste de aproximadamente 48,03%;
- Em 2022, os auxiliares educacionais tiveram aumento de até 75%;
- No mesmo período, houve também a implementação do piso nacional dos professores, impactando diretamente os salários da categoria.
Ou seja: os percentuais anteriores superam e muito os 15% agora anunciados como “o maior da história”.
Nos bastidores, a crítica é direta: transformar um reajuste relevante em “recorde” pode até funcionar como peça de marketing, mas não se sustenta diante dos dados oficiais.
Para parte da categoria, o problema não é o reajuste em si que é legítimo , mas sim a tentativa de reconstruir a memória coletiva dos servidores com base em uma narrativa conveniente.
Enquanto isso, professores e auxiliares seguem cobrando não apenas valorização salarial, mas também transparência, respeito à verdade e responsabilidade na comunicação com a categoria.
No fim das contas, fica a pergunta que ecoa entre os profissionais da educação em Macapá:
é conquista real… ou narrativa inflada para gerar aplauso fácil?
