Em 2018, durante a disputa pelo Governo do Amapá, o então candidato Davi Alcolumbre procurou a Polícia Federal após relatar perseguição policial contra sua esposa e integrantes de sua campanha. Na época, segundo reportagem da Agência Brasil, o senador afirmou que veículos descaracterizados e policiais teriam abordado e intimidado pessoas ligadas à sua equipe, o que levou o então candidato a pedir proteção formal da PF.
O caso ganhou repercussão nacional e foi tratado como um episódio grave de possível uso da máquina pública em meio ao processo eleitoral.
Agora, anos depois, um cenário semelhante volta a gerar debate político no estado. O ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao Governo do Amapá, Antônio Furlan, também afirma estar sendo alvo de monitoramento e perseguição política. Relatos envolvendo a presença de agentes ligados à segurança do governo e imagens de vigilância envolvendo pessoas próximas ao ex-prefeito têm circulado no ambiente político local.
Diante desse contexto, cresce entre aliados e observadores a avaliação de que Furlan deveria adotar o mesmo caminho institucional seguido por Alcolumbre no passado: procurar formalmente a Polícia Federal para solicitar investigação e proteção.
A comparação levanta uma questão inevitável no debate público amapaense: se em 2018 a denúncia de perseguição foi considerada grave o suficiente para mobilizar a Polícia Federal, por que agora a situação não deveria receber o mesmo tratamento?
Em um ambiente político cada vez mais polarizado, especialistas em direito eleitoral defendem que qualquer suspeita de monitoramento ilegal ou intimidação de adversários políticos deve ser apurada com rigor, garantindo transparência, segurança institucional e respeito ao processo democrático.
