Lar Amapá Servidor público federal constrói residência dentro de área da União em Macapá; obra não exibe nenhuma placa informativa obrigatória

Servidor público federal constrói residência dentro de área da União em Macapá; obra não exibe nenhuma placa informativa obrigatória

Denúncia aponta possível uso irregular de bem público na região da Fazendinha; construção, que fica em frente ao Residencial Vila Operária, desrespeita normas que exigem identificação de responsabilidade técnica e legal

por admin
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Uma obra em andamento dentro de uma área federal na região da Fazendinha, em Macapá, está no centro de uma denúncia de possível apropriação indevida de bem público. Segundo relatos, um servidor público federal lotado no próprio órgão que ocupa o terreno estaria construindo uma residência particular em área pertencente à União.

O caso ganhou notoriedade não apenas pela natureza da construção, mas pela total ausência das placas informativas obrigatórias por lei. No local, em frente ao novo Residencial Vila Operária 1 e 2, não há qualquer sinalização que informe a finalidade da obra, o órgão responsável, o engenheiro técnico (com registro no CREA), ou autorizações da Prefeitura, do governo do estado ou da esfera federal. Também não há indicação de processo licitatório ou convênio que justifique a intervenção.

DOCUMENTO DO INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA DO AMAPÁ  INMET (1)

A legislação brasileira, incluindo normas de transparência e engenharia, é clara ao determinar que toda obra em área pública ou institucional deve conter placas com dados técnicos, administrativos e legais. A ausência total dessas informações levanta sérios questionamentos sobre a legalidade da construção.

A denúncia, feita por moradores da região, tem como objetivo acionar os órgãos de controle. Eles solicitam uma apuração urgente para verificar:

  1. A legalidade da obra e a existência de autorização formal para a construção;

  2. A compatibilidade do uso do terreno, que é patrimônio da União, com a finalidade de uma residência particular;

  3. A possível configuração de uso irregular de área federal para benefício pessoal de servidor.

A situação agora depende da atuação dos órgãos competentes, como a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a própria administração do órgão federal envolvido, para investigar as irregularidades apontadas e tomar as providências cabíveis.

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